O retorno de Pomerode na lista dos grandes do punhobol
Equipe masculina volta ao pódio nos JASC e celebra evolução técnica, união do grupo e retomada do trabalho de base no município.
Foto: Divulgação
O punhobol masculino de Pomerode voltou a escrever seu nome na história do esporte catarinense. Após 16 anos longe do pódio, a equipe conquistou a medalha de bronze nos 64º Jogos Abertos de Santa Catarina (JASC), realizado em Chapecó-SC, em um retorno marcante que consolida o trabalho técnico, a dedicação dos atletas e o fortalecimento do esporte no município.
A última vez que Pomerode havia celebrado uma medalha no JASC também havia sido em Chapecó, uma coincidência que emociona ainda mais o atual treinador e ex-atleta, Jean Brandt Kauling, que viveu de dentro e de fora das quadras os dois momentos. Hoje à frente do time, ele descreve a conquista como “um símbolo do esforço coletivo e do quanto Pomerode tem crescido na modalidade”.
“A medalha mostra que chegamos onde queríamos. Cada atleta se dedicou o ano inteiro, treinou, correu atrás, foi para a academia. A vida de atleta não é fácil, mas os resultados aparecem”, afirmou Jean. Para ele, além do brilho do pódio, o feito reforça que “o município vê que nosso trabalho está sendo bem feito”.
Uma campanha de alto nível
O desempenho da equipe em Chapecó surpreendeu até quem acompanha o punhobol de perto. Com atuações sólidas na fase de grupos, um mata-mata seguro e uma disputa de bronze dominada do início ao fim, Pomerode fechou o torneio com sete vitórias e apenas uma derrota — justamente a semifinal contra Blumenau, decidida em um tie-break dramático.
“Foi o único jogo decidido no 5×7. Elas são praticamente uma seleção brasileira, com atletas que jogaram o The World Games na China. Mesmo assim, equilibramos muito bem, o que mostra nossa evolução”, explica o treinador. O confronto, apontado por muitos como uma “final antecipada”, reforçou a força e a maturidade do time pomerodense.
A derrota foi dolorosa, mas transformada rapidamente em motivação. O trabalho emocional para entrar forte na disputa pelo bronze foi decisivo. “Depois de uma semifinal assim, é difícil resgatar o foco. Mas nosso time é muito unido. Chegamos em Chapecó sabendo que queríamos estar no pódio”, relembra Jean.
A vitória por 3×0 sobre Joinville coroou a campanha e reabriu o caminho da cidade entre as principais forças da modalidade.
Evolução do time
Segundo o treinador, um dos diferenciais da equipe foi a maturidade coletiva. “Desde a base até o mirim, todo mundo treinou junto. Estudávamos os adversários, conversávamos sobre tática, sobre quem cobria quem. Foi um crescimento muito bonito de ver”, destaca.
A integração de dois atletas de fora, permitida pela competição, também fortaleceu o elenco. “Eles se encaixaram muito bem no nosso esquema”, afirma.
Um trabalho que vem de longe
Apesar do foco maior no rendimento em 2024, o punhobol de Pomerode colhe hoje os frutos de uma construção de anos. O treinador reforça que a maior parte do time é formado por atletas da cidade, que já têm experiência em campeonatos estaduais e nacionais.
“Esse mesmo grupo já foi vice-campeão estadual só com atletas da casa e venceu Blumenau sem reforços. Isso mostra a força da formação local”, comenta Jean. Ele destaca ainda que, segundo a Secretaria de Esportes, o trabalho de base nas escolas será retomado em 2025, uma notícia comemorada por toda a comunidade da modalidade.
Próximos passos
O bronze no JASC não é um ponto final. Pelo contrário, representa uma retomada. A meta agora é expandir a base e preparar todas as categorias — do mirim ao adulto — para campeonatos estaduais, nacionais e até sul-americanos. “Fortalecer a base é essencial. Queremos todas as categorias representando Pomerode nos principais eventos do país”, projeta.
Jean encerra a temporada com gratidão e orgulho. “Agradeço aos apoiadores, colaboradores e torcedores. Ano que vem estaremos ainda mais preparados. Se Deus quiser, seguiremos representando Pomerode por muitos anos, em competições nacionais e internacionais”, disse.
A medalha de bronze pode parecer apenas um resultado esportivo, mas, para Pomerode, ela simboliza a força de um trabalho coletivo, a resiliência de uma equipe que nunca deixou de acreditar e o renascimento de uma tradição que volta a pulsar com força no município.