O mundo é o limite
O intercâmbio ultrapassa barreiras, vai muito além de aperfeiçoar o idioma e descobrir uma nova cultura. É uma
oportunidade única para o ser humano conhecer a si mesmo
Três jovens que tinham um mesmo sonho: efetuar um intercâmbio para conhecer novas culturas, aprender outro idioma e adquirir experiência para a vida toda.
Brenda Pumarol é da República Dominicana e tem 19 anos. Lauge Valentin Hansen é da Dinamarca e tem 17 anos. Nickolas Cesar Mengui da Silva também tem 19 anos e é brasileiro.
Todos eles, ainda jovens, conquistaram um de seus sonhos e, através da AFS, passaram meses longe da suas rotinas, famílias e amigos. A distância, no entanto, resultou em outras grandes conquistas.
Para Brenda, a experiência lhe faz observar coisas boas e ruins. No entanto, o bom humor é uma de suas principais características. “Venho da República Dominicana e tenho consciência que falar outras línguas é ter portas e janelas abertas na vida. Eu gosto do Brasil, mas amo minha terra, não sei afirmar se moraria aqui. O que posso dizer é que aprendo muito aqui e, se comparado ao meu país, que é de terceiro mundo, observo que aqui há muitas coisas melhores, mas, também ruins, como corrupção”, revela.
Apesar de ser considerado um país pobre, é nas belezas naturais que a República Dominicana se destaca. “Dando um exemplo sobre as diferenças, posso citar o transporte que no meu país é caótico, uma grande bagunça. Sobre a educação, as crianças que estudam em colégios particulares são as que os pais tem condições para isso, mas o ensino público é muito ruim. Todavia, temos uma excelente área de turismo, onde todos se encantam com as praias maravilhosas do Caribe. E, apesar do clima ser tropical, aqui é muito quente, está faltando a brisa que tenho em meu país”, conta.
Brenda deseja, quando voltar, cursar Direito. E, sobre o Brasil, revela suas paixões: “pão de queijo, brigadeiro e guaraná”, diverte-se.
Do outro lado do oceano está Lauge Valentin Hansen, que com 17 anos já está há alguns meses em Pomerode. Para ele, a principal diferença está na questão ambiental. “Pomerode é bem diferente. De onde venho a natureza não é tão diversificada, mas não gostaria de morar aqui, pois ainda acredito que meu país seja melhor para se viver”, revela.
E, como turista, Lauge vai aproveitar o tempo que está aqui para conhecer a Floresta Amazônica. “Eu adoro a natureza e vou aproveitar que já estou no Brasil para conhecer a maior e mais rica floresta do mundo. Além disso, vai ser mais uma cultura para conhecer”, conta.
Quando voltar para casa, Lauge sabe que a língua portuguesa pode não ser fundamental, mas será de grande aprendizado. “Tenho mais dois anos na escola e, apesar de saber que dificilmente usarei o português na Dinamarca, sei que aprender a língua foi muito importante. Vou cursar Educação Física”, completa.
Que o inglês é fundamental, todos sabem. Agora imagina aliar o estudo com um país que é considerado um dos melhores do mundo para viver! Seria perfeito, não? Nickolas Cesar Mengui da Silva conseguiu. Ele foi à Dinamarca e, agora, de volta ao Brasil, faz faculdade de Turismo e Lazer.
O desejo era ir para a Europa e a Dinamarca acabou sendo uma ótima opção. “Eu fui fazer intercâmbio depois de completar o ensino médio. E, como já tinha 18 anos minhas opções de países eram mais limitadas. Como o desejo era a Europa, optei pela Dinamarca para melhorar meu inglês”, afirma.
Mesmo tendo completado o ensino médio aqui, Nickolas assistia às aulas regularmente por lá. E, nos horários livres aproveitava para conhecer outros lugares.
Para ele a experiência é única. “A experiência é fantástica. São muitas as diferenças, desde a questão da alimentação, saúde, transportes, educação, clima, cultura. É um aprendizado extraordinário”, completa.
Ganhar conhecimento, apreciar diversos povos e culturas, praticar outra língua, viajar e se divertir, sem dúvidas fazem parte dos sonhos de muitas pessoas. A experiência vai além da troca de país por um determinado período de tempo e pode ser feita por todos, basta querer.