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Vacina pentavalente está em falta na rede pública de Pomerode

A vacina é parte do calendário nacional de vacinação para as crianças recém-nascidas e está em falta no Estado há dois meses por falta de novos repasses do Ministério da Saúde

877ef2ce6a952ad289e5ecea64425ad6.jpg Foto: Divulgação

O estoque de vacina pentavalente está zerado em Pomerode, bem como nas maiores cidades de Santa Catarina desde o começo de novembro. A vacina é parte do calendário nacional de vacinação para as crianças recém-nascidas e está em falta no Estado há dois meses por falta de novos repasses do Ministério da Saúde.

 

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De acordo com a gerente da Vigilância Epidemiológica, Jaqueline Gustmann, ainda não há uma previsão de quando novas doses serão recebidas. “A vacina pentavalente está em falta em todo o país, e o estoque aqui em Pomerode continua zerado. Ainda não recebemos nenhum parecer do Estado ou do Ministério de quando iremos receber as doses desse imunubiológico, infelizmente”, afirma.

Até o mês de agosto do ano passado o departamento de saúde de Pomerode recebeu o quantitativo integral. Em setembro nenhuma dose chegou, em outubro, veio menos da metade da nossa cota mensal e em novembro também foram recebidas poucas doses. De lá para cá, a Vigilância Epidemiológica não recebeu novas doses.

A vacina pentavalente une cinco vacinas individuais em uma, protegendo o recém-nascido contra a difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e contra a bactéria haemophilus influenzae tipo b, responsável por infecções no nariz, meninge e na garganta. Ela faz parte do Programa Nacional de Imunizações (PNI), desde 2012. As crianças devem tomar três doses da vacina: aos dois, aos quatro e aos seis meses de vida.

É a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) quem recebe e divide as doses da vacina pentavalente aos municípios catarinenses e o órgão afirmou que a última remessa enviada pelo governo federal chegou ao estado em 25 de outubro, com 22 mil doses, sendo que a média necessária para SC é de 28 mil doses. Desde esta dará, não houve novas doses que chegaram ao Estado.

O Ministério da Saúde declarou que o problema ocorreu porque um estoque de pentavalente adquirido por meio da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) foi reprovado em testes de qualidade do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Por este motivo, as compras com o fornecedor indiano Biologicals E. Limited foram interrompidas e não há disponibilidade imediata da vacina com outros fabricantes internacionais.

O país demanda normalmente 800 mil doses mensais dessa vacina, de acordo com o governo federal. O Brasil ainda não produz a pentavalente e precisa importá-la.

Em nota enviada pela assessoria de imprensa nesta segunda-feira, 06, o Ministério da Saúde afirmou que uma nova remessa aguarda parecer da OPAS para posterior liberação da Anvisa.

"Tão logo essas doses sejam liberadas para uso, serão distribuídas aos Estados. A previsão é iniciar o processo de regularização da distribuição ainda neste mês de janeiro", diz a nota. No texto o ministério afirma também que, após a regularização da situação, o SUS fará a busca ativa das crianças que completaram dois, quatro ou seis meses de idade, para vaciná-las.

Em falta na rede pública, a vacina pentavalente pode ser procurada pelos pais na rede particular. Porém a gerente da Vigilância em Pomerode alerta é um critério dos pais. “Todas as unidades tem o registro do nome das crianças que necessitam receber uma dose de pentavalente. Quando recebemos doses, os pais são contatados para comparecerem as unidades, a fim de vacinar as crianças da lista. E claro, quem quiser pode, sim, fazer na rede privada. Mas, não é orientado para que devam procurar a rede privada, fica da escolha dos pais, se querem esperar ou pagar pela vacina”, ressalta.

 

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