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Uma nova tendência no mundo esportivo

Que o mundo esportivo está em constante evolução, tanto que a tecnologia invadiu, praticamente, todas as modalidades.

76d5b71d80beedb8a660189c806277a4.jpg Foto: Divulgação

Que o mundo esportivo está em constante evolução, não se pode negar. A tecnologia “invadiu”, praticamente, todas as modalidades. O maior exemplo é a tecnologia do VAR (árbitro de vídeo), adotada nos últimos anos, no futebol, uma das últimas barreiras que foram transpostas pela era tecnológica. Neste contexto, e não é de hoje, que os jogos eletrônicos vêm ganhando espaço entre as pessoas, cada vez mais sedentas pelas novidades.

 

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Não faz muito tempo que se fala em eSports. O número de competições e o interesse do público têm crescido muito nos últimos anos, mas as disputas de games já existem há bastante tempo, mais precisamente, em 1972, quando a Universidade de Stanford organizou as Olimpíadas Intergalácticas de Spacewar, um jogo de combate espacial desenvolvido para o computador PDP-1.

Na década de 1980, a Atari popularizou o videogame e, no fim dos anos 90, as coisas começaram a tomar outra dimensão, com gráficos cada vez mais elaborados e a disseminação da banda larga pelo mundo.

Tanto que o profissionalismo começou, também, a invadir esse meio. Por exemplo, na Coreia do Sul, desde o início do milênio, os eSports são considerados, oficialmente, modalidades competitivas. Nos últimos dez anos, o crescimento foi exponencial, e multiplicaram-se as equipes profissionais, que pagam seus atletas para representá-las nas competições, inclusive, no Brasil.

 

(Foto: Divulgação)

E como Pomerode fica neste contexto? Com certeza, se conectando a esta nova tendência, conforme relata Fernando Trussardi, proprietário da AGeek Hobby Store, loja especializada no ramo. “O público em geral é o mesmo, tanto para eletrônicos, quanto para os jogos físicos. A diferença é a necessidade de internet ou de um grupo de pessoas. Mas isso gera uma ‘democratização’ aos atletas de eSports, pela diversidade de jogos, e pela simples necessidade de se ter um computador ou vídeo game e ser bom naquilo que faz”.

Trussardi também lista os benefícios que os jogos eletrônicos podem incidir sobre os seus praticantes. “Eles deixam de ser físicos - como no caso da prática esportiva convencional - e passam a ser mentais e sociais. Os jogos ajudam no desenvolvimento dos reflexos, raciocínio rápido, resolução de problemas. E a parte social engloba os jogos em equipe, que necessitam de táticas em conjunto”, frisa.

Os mais populares, em Pomerode, estão entre os mais praticados no mundo, como League of Legends (LoL), Fortnite, CS:GO, Magic: The Gathering Arena e FIFA 20. “Alguns destes jogos vêm desde a época das ‘Lan Houses’, mas começaram a promover torneios populares, por volta de 2014. Em Pomerode, há algumas equipes e jogadores individuais, de variados jogos, como o CS:GO. O Mundial de LoL, ano passado, teve uma premiação de mais um milhão de dólares, num evento que contou com 100 milhões de espectadores, algo semelhante ao Superbowl, final da NFL. Em nossa cidade, ainda não temos ninguém no cenário nacional nos eSports, mas alguns clientes nossos, de Blumenau e Joinville, já disputaram campeonatos mundiais”, ressalta Trussardi.

 

Em Pomerode, há algumas equipes e jogadores individuais, de variados jogos, como o CS:GO. O Mundial de LoL, ano passado, teve uma premiação de mais um milhão de dólares, num evento que contou com 100 milhões de espectadores, algo semelhante ao Superbowl, final da NFL.

 

Por tudo isso, é que os eSports vêm ganhando cada vez mais espaço e, com certeza, terão a sua fatia do mercado esportivo, no futuro. “A tendência é que eles continuem com este crescimento e que, até mesmo, ‘concorram’ por espaço e público com alguns esportes tradicionais. Os investimentos das mídias, bem como, o de grandes patrocinadores, está criando torneios cada vez maiores e rentáveis. Atualmente, existem equipes e jogadores que se sustentam somente com os jogos. Tenho a certeza de que praticar eSports será uma profissão, assim como acontece em outras modalidades”, conclui.

 

A paixão pelos games

Um destes praticantes pomerodenses já vivencia esta realidade desde a sua infância. Diego Phelipe Amaral, hoje com 24 anos, desde os sete joga video game. “Comecei no ‘saudoso’ PolyStation e, para valer mesmo, a partir dos nove anos em diante no PS1, quando o PS2 já era sucesso. No entanto, para mim, os games sempre foram um passatempo, tanto que, quando comecei a jogar online, tentei levar para algo mais sério. Mas por diversos motivos - entre eles, tempo e estresse -, acabei desistindo”, comenta.

 

Os games fizeram parte da infância de Diego (Foto: Divulgação)

Entre os jogos preferidos, Amaral destaca alguns que sempre estiveram presentes em sua vida. “Em primeiro lugar, de futebol, como FIFA, PES e Football Manager, no PC. Entretanto, também gosto de jogos de corrida, tipo Gran Turismo ou Need for Speed, da ‘época de ouro’ do PS2; e mundo aberto, como GTA e Assassins Creed, que tem uma sequência e história muito envolvente, principalmente, porque mescla com fatos e personagens históricos. Quanto aos campeonatos, estive somente na Weekend League do FIFA Ultimate Team, mas não participo mais, desde esse último FIFA lançado”, pondera o pomerodense.

Inclusive, ele também acredita que os eSports possam tomar boa parte do mercado esportivo, no futuro. “Penso que os jogos eletrônicos possam ser um nicho a ser explorado, junto aos esportes tradicionais, talvez até, com disputas olímpicas, uma vez que os campeonatos do segmento de eSports têm grandes audiências e prêmios. Essa geração de jogos marcou uma revolução no modo que se joga vídeo game, passando do recreativo para o competitivo. E do modo agressivo e rápido que está acontecendo, não me impressionaria em nada ver os eSports, cada vez mais, inseridos no meio do esporte tradicional”, destaca.

Assim como ele, o jornalista e titular da Coluna Pauta Tech, Raphael Carrasco, também vivencia a paixão pelos Games. Inclusive, os dois praticam, juntos, as Temporadas Co-Op e ProClubs, do FIFA 20, online.

 

Colunista do jornal também é apaixonado por jogos eletrônicos (Foto: Jonatan Glatz / Jornal de Pomerode)

“Eu acredito que é um segmento que merece sim, o seu devido espaço. Já cheguei a jogar, de modo competitivo, na época do Call Of Duty Modern Warfare 3 e Black Ops II, no qual, fiquei em terceiro lugar com o meu ‘clã’. Só que, naquela época, a prática não era tão popular assim. Dos últimos tempos para cá, ela cresceu muito, mas hoje, não tenho mais tanto pique pra jogar competitivo. Tanto que, comprei o Raibown Six Siege e ainda não me encontrei no jogo, só morro. Porém, o ‘Fifinha’ estou sempre jogando, inclusive, junto com meu amigo Diego, mais me irritando do que jogando”, complementa.

 

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