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Jornal de Pomerode

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Um método antigo e ainda preservado

Família Siewert realiza plantio do milho, em terreno da residência, todo feito de maneira manual

3b8ca8b5df9840789c0019ce800bbede.jpg Foto: Raphael Carrasco / Jornal de Pomerode

Plantar milho, hoje em dia, possui técnicas avançadas que são aliadas com a tecnologia, onde agilidade e quantidade se unem às novas maneiras de agricultura.
Mas a família Siewert prefere deixar de lado os avanços tecnológicos e continuar a plantação do milho de maneira manual, conforme feito pelos seus antepassados.

 

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O terreno, logo atrás da conhecida e popular Casa Siewert, em Testo Alto, teve os grãos do vegetal plantados na terra, para que, nos meses de dezembro e janeiro, possa ser feita a colheita.

A marcação, arado e também a colocação dos grãos é toda feita de maneira artesanal, sem o uso de tratores ou outro veículo. O trabalho levou cerca de dois dias, iniciando em uma sexta-feira e terminando apenas no sábado. Para se ter uma noção, se o mesmo trabalho fosse feito com o auxílio de um trator, o serviço duraria, em média, uma hora.

 

A Família Siewert procura manter suas tradições para que a mesma não perca ao passar das gerações. Essa manutenção da cultura é evidente no estilo da construção da casa Enxaimel, na produção dos doces e também no cuidado do campo. 

De acordo com Rogério Siewert, um dos moradores da residência, o milho recolhido é utilizado para silagem e também alimentação de animais. Porém, o vegetal sempre foi importante para a sobrevivência das famílias, antigamente.

 

 

 “Muitas famílias, além da minha, fazem a plantação do milho, pois ele sempre foi importante dentro de uma cadeia de sobrevivência dessas pessoas, sendo um vegetal fundamental no desenvolvimento de diversas regiões. Plantamos ainda no sistema antigo, para limpar eles nos dois sentidos e os grãos utilizados são primitivos, pois todo ano a gente replanta ele”, relata Siewert.

Siewert também citou a importância deste tipo de preservação da cultura.

“É importante mostrar aos jovens o modo de vida dos antepassados e de que eles trabalhavam para garantir o seu sustento. E o milho, como meu pai sempre conta, era a base de tudo, e é legal poder realizar esse tipo de atividade, pois você deixa viva a cultura antiga e, de certa forma, homenageia esses que deram de tudo para sustentar as suas famílias”, finaliza.

 

 

Casa Siewert 

Construída em 1913, a Casa Siewert, localizada na Rota do Enxaimel, preserva a história de uma família, assim como os desafios enfrentados na época da imigração, bem como, o cotidiano de colonizadores na região. 

Em seu interior, possui peças que são consideradas verdadeiras relíquias e que instigam a curiosidade de quem a visita.