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Jornal de Pomerode

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Um local para estimular os sentidos e evoluir

Jardim sensorial da Apae de Pomerode é uma forma de melhorar o desenvolvimento dos alunos, por meio de estímulos aos sentidos

99815eed1860d254954c170c79a85cd4.jpg Foto: Divulgação / Apae

Como parte do atendimento aos alunos que frequentam a Apae de Pomerode, a instituição possui, desde o ano de 2014, em sua sede, um jardim sensorial. Este é um local onde o aluno pode ter o contato com a natureza e receber estímulos dos cinco sentidos, olfato, visão, audição, tato e paladar.

 

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O jardim sensorial é um lugar onde todos os alunos da instituição são beneficiados, mas especialmente os alunos de baixa funcionalidade e cadeirantes, que necessitam estímulos de diferentes esferas para poderem se desenvolver plenamente, dentro de suas limitações.

Segundo a orientadora pedagógica da Apae de Pomerode, Luciana Riemer da Cruz os estímulos sensoriais acontecem a partir do momento que fornecemos aos nossos órgãos sensoriais informações do ambiente que nos cerca, que provocando estímulos que são transmitidos para o nosso cérebro, que processa a informação e nos devolve em sensações. 

 

(Foto: Divulgação / Apae)

“Os benefícios da estimulação sensorial são muitos. Desde bebês e ao longo da primeira infância a criança se desenvolve utilizando os cinco sentidos, explora o mundo ao seu redor, experimenta, vivencia, vai se conhecendo e conhecendo o seu redor, tudo envolve sensações e interações. Mas também podemos falar do benefício em adultos, se pensarmos em adultos e idosos podemos falar de memória sensorial, quando sentimos um cheiro que nos remete a nossa infância, uma música que nos lembra de um dia especial”, explica a orientadora.

Dentro da estimulação sensorial, de acordo com Luciana, os planos de atendimentos individuais ou em grupo utilizam diferentes tipos de recursos que envolvem sons, cheiros, texturas, gostos e luzes. Esses recursos podem ser utilizados de forma separada ou em conjunto, dependendo da resposta que o profissional quer provocar no aluno.

“Os estímulos sensoriais provocados em nosso jardim ativam diferentes partes do cérebro do aluno proporcionando assim melhora em seu desenvolvimento cognitivo, além de favorecer harmonia com o meio ambiente serve também como uma espécie de terapia”, destaca Luciana.

No jardim sensorial do Apae, há diferentes tipos de chás, que o aluno pode cheirar e experimentar; flores coloridas; um caminho com diferentes texturas; além da grama e dos mensageiros dos ventos. 

 

(Foto: Divulgação / Apae)

A Apae também tem uma sala de estimulação dos cinco sentidos, que possui diferentes tipos de luzes, superfícies, cores e sons. Nesta sala, o aluno pode ser estimulado em apenas um sentido, como por exemplo o olfato, quando se deixa ligado o difusor aromatizador; ou pode ser estimulado em mais sentidos ao mesmo tempo, dependendo da especificidade do aluno ou da proposta do profissional que está com ele.

“Quando falamos em deficiência intelectual já estamos deixando claro que esta pessoa possui uma deficiência em seu cérebro. Se levarmos em consideração que qualquer estímulo sensorial provoca diferentes reações em nosso cérebro, estamos falando diretamente de estimulação cognitiva, de melhorar as funções cerebrais, além da nossa memória, da capacidade de abstração, de criar e organizar as ideias, que são as principais atividades cerebrais que se alteram”, enaltece Luciana.