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Serginho, multicampeão das quadras de vôlei, encerra carreira de atleta

A paralisação das competições pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19) impulsionou a decisão do atleta.

8c0d34ecc2bfc7ec8a8109fff3f9bcaa.jpg Foto: Wander Roberto / Vipcomm

Foram quase duas décadas vestindo a camisa 10 da Seleção Brasileira masculina de Vôlei, período em que se consolidou como o maior líbero da história do vôlei mundial. Estamos falando de Sérgio Dutra dos Santos, ou apenas Serginho, bicampeão olímpico e mundial que, aos 44 anos, resolveu “pendurar as chuteiras”.

 

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Ele anunciou a sua aposentadoria das quadras esta semana, por meio de suas redes sociais, motivado pela paralisação das competições pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19). O líbero entrou em quadra pela última vez em março. “Depois da Olimpíada do Rio, eu pensei que precisava parar, encontrar uma forma de parar. E, desde 2016, as pessoas não deixavam. Sempre tive um desafio diferente para cumprir”.

Na sua carreira, ele acumulou quatro finais olímpicas seguidas, com duas medalhas de ouro, além de dois campeonatos Mundiais, um tricampeonato da Copa do Mundo, nove campeonatos da Liga Mundial, um campeonato Pan-americano, diversos campeonatos Sul-americanos e títulos da Superliga.

Serginho foi, praticamente, uma unanimidade dentro do Voleibol, sempre admirado pelos torcedores, companheiros e até adversários. Prova disso se dá pelas palavras do Supervisor do Vôlei Taubaté, Rafael Oliveira Ribeiro, o Rafinha. Mesmo de lados opostos, a admiração do dirigente pelo líbero é evidente. “O Serginho representou muita coisa, foi o primeiro líbero a ter um destaque maior, um atleta que chegou em quatro finais olímpicas, não precisa de muitas apresentações. A posição de líbero nunca será tão evidenciada quanto foi enquanto ele esteve em quadra, o melhor de todos os tempos, sem dúvida. Não cheguei a trabalhar com ele, mas o tinha como adversário. Nas últimas oito temporadas, pude acompanhá-lo em outras equipes, quando jogava contra as que eu trabalhei”, comenta o dirigente.

 

Rafinha encontra Serginho, em um dos jogos da Superliga (Foto: Divulgação)

Rafinha acrescenta que a sua aposentadoria marca o fim de um ciclo dentro do voleibol mundial. “Ele fará falta, mas apenas dentro de quadra, afinal, não acredito que ele deva deixar o esporte. Com certeza, irá continuar com iniciativas dentro da modalidade, como o projeto social em Guarulhos, o que vai mantê-lo neste mundo. A única coisa que me deixa triste é que os mais novos só poderão ver como ele jogava bola, através de vídeos. Por isso, sempre que um atleta com essa representatividade decide parar de jogar, todos que trabalham na modalidade deveriam agradecer, assim como eu agradeço a ele por tudo que fez pelo Voleibol Brasileiro. Valeu ‘Escada’”, finaliza.

 



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