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Resgatando brincadeiras que estimulam o aprendizado

Especialista destaca a importância do estímulo a brincadeiras lúdicas, para o desenvolvimento das crianças

c26fa4d13ce7eac7c40b85fce09ac5fb.jpg Foto: Arquivo pessoal

A infância é o momento da vida em que as pessoas mais absorvem conhecimento e, por isso, a diversão deve ser dividida com o aprendizado e, para isso, alguns jogos e brincadeiras podem ser uma boa solução.

 

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É o que estimula a família de Cristian Pedrini Marques Vieira, de seis anos. Segundo a mãe, Camila Pedrini Marques Vieira, o menino costuma fazer atividades manuais com papel, caixas de papelão, além de brincar de recortar, colar, pintar, sempre criando algum objeto com o qual ele deseja se divertir.

“Além disso, o Cristian sempre brinca com jogos de tabuleiro, como damas, ludo, xadrez, quebra-cabeça, cartas, dominó, memória, e blocos de encaixe, tipo LEGO. Também gostamos de fazer origami e desenhar. Sempre o incentivamos fazer as coisas sozinho para ele ter orgulho do que faz”, conta Camila.

 

 

A mãe do menino conta que sempre o incentivaram, também, a criar ou adaptar algumas coisas de casa, para que sua criatividade e a coordenação motora fina fossem exercitadas. “Assim ele vê mais valor do que só algo que é comprado, porque ele sabe do tempo gasto e do trabalho e dedicação de fazer”, destaca.

Cristian também foi sempre estimulado a fazer as tarefas de casa, como arrumar a cama e cozinhas. Segundo Camila, a família escolhe uma receita, escreve uma lista de compras do que é necessário para fazê-la e depois vai ao supermercado. Em casa, a receita também é preparada em conjunto. 

“O objetivo é mostrar que a refeição não aparece sozinha na mesa, que demanda organização e trabalho, e leva um tempo para acontecer”, enaltece. 

Para a mãe, é fundamental que a criança seja incentivada a encontrar diversão de diversas maneiras e que tudo exige esforço e paciência.

“Este tipo de brincadeiras exercita a criatividade. A criança aprende que ela não precisa de brinquedo pra brincar, que pode usar a imaginação pra se divertir, que as coisas não aparecem em um estalar de dedos, leva um tempo para pensar, criar, executar. A criança fica orgulhosa do que faz, quer mostrar aos amigos, e isso gera uma auto confiança na sua capacidade. E também mostramos que não precisa de TV pra passar o tempo. A TV deixa a criança passiva e impaciente. Apesar de ele poder assistir, tem horário controlado e programação restrita”, afirma.

A pedagoga pós graduada em neuropsicopedagogia e inclusão, Bruna Letícia Greuel, destaca a importância deste tipo de iniciativas em casa, e explica que o brincar vai muito além da diversão. De acordo com Bruna, os estímulos recebidos pelas crianças são de extrema importância, pois auxilia significativamente em vários aspectos do desenvolvimento infantil, como linguagem, interação, socialização, raciocínio, autoestima, criatividade, atenção e várias habilidades motoras.
“Na hora das brincadeiras as crianças aprendem sobre regras, socialização e autonomia Destaco que esses estímulos são fundamentais para o desenvolvimento infantil e todos eles são abordados nos jogos ou brincadeira, longe de telas. A criança aprende com o outro, na interação e socialização”, pondera. 

A especialista enumera diversos jogos que podem ser realizados com as crianças, como quebra-cabeça, jogo da memória, xadrez, jogo da velha, palavra cruzada, jogo da velha,  baralho, dominó, além de jogos que podem envolver toda a família ou amigos, como gato mia, corrida de balão, dobraduras e adivinhas.

Brincadeiras como estas, segundo Bruna, são uma alternativa aos eletrônicos, que, embora também tenham seus benefícios, em excesso, podem ser prejudiciais. “Existem alguns prejuízos que são comuns e fáceis identificados: déficit de atenção, agressividade, ansiedade, irritabilidade, problemas auditivos e visuais, dificuldade de interação e socialização. É fundamental reservar horários e ambientes específicos para o uso de eletrônicos. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) é recomendado limitar o uso de telas para crianças entre 2 a 5 anos em uma hora por dia. Entre 6 e 10 anos, são recomendadas duas horas e para os maiores três horas por dia”, explica.

E para que haja este equilíbrio, a participação da família é fundamental. A pedagoga destaca que é de suma importância reservar um tempo para as brincadeiras com as crianças. “Existem brincadeiras que podem ser realizadas no box do banheiro, na hora de preparar o jantar, cantorias no trajeto para a escola ou até mesmo inventar uma história antes de dormir, desenvolvendo assim a criatividade, imaginação e raciocínio da criança. O papel dos pais ou responsáveis é fundamental, lembrando que as crianças aprendem por imitação. Criar memórias afetivas e ter um papel essencial na vida da criança faz com que ela tenha um desenvolvimento saudável”, finaliza.