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Para não esquecer o passado

Família Siewert reproduz cabana que era utilizada pelos imigrantes quando chegaram ao Brasil

54834b32183d493c5b4b5a7280d924e4.jpg Foto: Raphael Carrasco / Jornal de Pomerode

10 de abril de 1868. A data simboliza a partida da Família Siewert e outras em direção ao nosso país. Elas embarcaram no veleiro com o nome de Lord Brougham. Após meses de viagem, enfrentando dificuldades no percurso, chegaram ao Porto de São Francisco em 03 de junho de 1868. Valentes e determinados, continuaram a seguir viagem até o destino, que era a colônia de Doutor Blumenau. Nestes primeiros momentos, por não ter uma moradia fixa, improvisaram uma cabana feita com palmeira, para que pudessem ficar sobre um teto.

 

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E, pensando nisso, a Família Siewert resolveu homenagear os seus antepassados recriando a pequena cabana (Hüten) que era usada naquela época, com os mesmos materiais e estilo de construção idênticos ao original. Os vizinhos Valter e Romeu Trentin também colaboraram no corte dos palmitos e também a erguer as estruturas.

“Pensamos nisso para que essa data não seja esquecida. Então, resolvemos reproduzir as cabanas feitas por eles, naquela ocasião, para também aproximar a história com o que hoje vivemos”, comenta Rogério Siewert.

Ainda, na cabana, uma luz verde foi acesa, cor que representa a esperança, com base no atual momento em que vivemos. A ideia inicial era ter pequenas tochas com fogo, o que daria um pouco mais de originalidade, mas, o Iphan não recomendou o uso do material, pois devido ao clima seco e também pelo fato da estrutura ser de madeira, a fim de evitar transtornos com incêndios, já que a mesma foi construída ao lado da popular Casa Siewert, que é considerada um Patrimônio Histórico Nacional.

“Entramos em contato com o Iphan, eles autorizaram a construção da nossa cabana, pois reconheceram que também faz parte da nossa história. Pelo fato de não usar o fogo, escolhemos uma lâmpada e resolvemos usar a cor verde, que representa a esperança, pois é o que estamos precisando neste momento difícil em que vivemos”, ressalta Siewert.

No próximo dia 03 de junho, as luzes serão apagadas, representando a chegada dos antepassados em nossa região.

 

Sobre a família

 A família que ainda reside no bairro Testo Alto, está em sua sétima geração. Os costumes ainda são preservados dentro da famosa Casa Siewert, construída no ano de 1913 por Albert Siewert, que faz parte da Rota Enxaimel de Pomerode e também foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em 2005. Em seu interior, possui peças que são consideradas verdadeiras relíquias e que instigam a curiosidade de quem a visita.  

Em 2018, um livro foi lançado para contar a história da família. Nele, além dos contos resgatados pelo autor, o próprio Rogério Siewert, a obra contém imagens antigas, ilustrações, entrevistas, a árvore genealógica e os nomes dos membros de toda a família.