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Mídias sociais e relacionamento são realidade no mercado

Um levantamento realizado pela rede social profissional Linkedin apontou 10 profissões do futuro, no mercado de trabalho.

091d88ee60452e47c050b7aef4c7ba7b.jpg Foto: Arquivo Pessoal

Um levantamento realizado pela rede social profissional Linkedin apontou 10 profissões do futuro, no mercado de trabalho. O cargo que ocupa o topo da lista das profissões com tendência a crescimento é o Gerenciador de Mídias Sociais, algo que, para qualquer empresa, seja indústria ou comércio, pode ser de suma importância para o conhecimento da marca.

 

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Esta profissão está diretamente ligada ao marketing e, por isso, ter profissionais capacitados nesta área é fundamental. Junior Gama, vice-presidente do Conselho Estadual de Jovens Empreendores (Cejesc) no Vale do Itajaí, que ministrou treinamentos sobre marketing na Acip, em Pomerode, destaca que há tempos o marketing não é apenas um departamento de criação de peças publicitárias.

“Hoje o marketing precisa entender muito mais as pessoas. Estamos cada vez mais críticos e com mais informações em mãos, isso faz com que as marcas/empresas conversem com o mercado. O tempo de apenas enviar a mensagem já foi. E os profissionais precisam entender isso. Em um exemplo clássico, para poder impulsionar uma publicação em redes sociais, é necessário entender o comportamento social do seu público”, explica.

 

Hoje o marketing precisa entender muito mais as pessoas. Estamos cada vez mais críticos e com mais informações em mãos, isso faz com que as marcas/empresas conversem com o mercado. O tempo de apenas enviar a mensagem já foi. E os profissionais precisam entender isso. 

 

Para preparar os profissionais para o futuro neste segmento, é necessário entender a linha evolutiva do comportamento geral da sociedade. “Por muito tempo olhou-se para o ganho territorial [grandes navegações e guerras], com o aumento populacional precisamos focar em produção [Revolução industrial] e avançamos tecnologicamente. Agora estamos olhando para as pessoas, para o bem estar, para o ser. E isso muda totalmente o nosso comportamento. É neste ponto que os novos profissionais precisam estar atentos. É necessário entender cada vez mais sobre pessoas e mudanças de comportamento. Conhecimento técnico em software é regra básica para o mercado, o diferencial é o relacionamento verdadeiro com pessoas. Por que isso, por enquanto, as máquinas ainda não conseguem fazer tão bem quanto nós”, ressalta o vice-presidente.

Comunicação é bilateral. Comunicação é conversa. Quando apenas um lado fala é monólogo sem plateia, de acordo com Gama, então, a maior importância da comunicação de uma empresa é realmente a conversa, com escuta ativa. Saber falar, saber ouvir e entender. Isso vale com equipe interna, comunidade, mercado, com todas as pontas da cadeia.

“Mas tem muitas empresas que se trancam em uma sala para construir o seu discurso [storytelling], ai não adianta, cinco executivos em uma sala por cinco horas, não escrevem histórias verdadeiras, eles apenas constroem/inventam histórias que vislumbram dentro das suas salas com wi-fi e ar condicionado. Ninguém permanece em um relacionamento se não tem conversa. E a regra vale para colaboradores, clientes, consumidores e defensores de marcas”, defende Gama.

 

Mas tem muitas empresas que se trancam em uma sala para construir o seu discurso [storytelling], ai não adianta, cinco executivos em uma sala por cinco horas, não escrevem histórias verdadeiras, eles apenas constroem/inventam histórias que vislumbram dentro das suas salas com wi-fi e ar condicionado. Ninguém permanece em um relacionamento se não tem conversa.

 

Hoje é muito fácil ter acesso à tecnologia. A grande questão, para o treinador, é como vamos utilizá-la. Tecnologia tem que ser um suporte, ela precisa nos servir. “Vejo muita gente que serve a tecnologia e acaba não conseguindo desfrutar dos seus benefícios. Costumo dizer que precisamos ser cada vez mais humanos, o futuro é muito mais sobre pessoas e o grande papel da tecnologia é nos ajudar. Primeiro pensamos em qual problema queremos resolver, depois pensamos se há necessidade de tecnologia e só então, pensar em qual tecnologia utilizaremos para isso”, ressalta.

As mídias sociais, para Gama, são um caminho sem volta e estamos cada vez mais conectados. Em mídias sociais há interação entre as partes, há conversa.

“Mas não vejo o futuro da profissão mantendo o mesmo nome. Funções serão desmembradas, novos papéis e personagens serão adicionados. Porém, os responsáveis por mídias sociais começam a ter um papel muito mais sociológico de entender comportamentos e tendências do que simplesmente saber fazer artes bonitas e automatizar respostas. Considerando que o conhecimento técnico é um item básico para a contratação, o que se projeta no mercado para o presente e futuro, são pessoas com habilidades mais específicas, como: criatividade, iniciativa, pensamento crítico, colaboração e adaptabilidade”, finaliza.

 

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