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Do susto a um novo estilo de vida

10 anos após o diagnóstico de Diabetes, pomerodense relata o quanto o Ciclismo ajudou a superar seus obstáculos.

fcd34c876579ac156ce34330a9b34d2e.jpeg Foto: Divulgação / Arquivo Pessoal

Por meio do esporte, muitas pessoas conseguem transformar situações adversas em algo benéfico. Principalmente quando se trata de doenças crônicas, a prática esportiva permite ter uma melhor qualidade de vida.

 

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Há 10 anos, o comerciante Johannes Milchert vivenciou algo que mudaria, para sempre, o seu dia a dia. Isso porque, no início de 2011, ele foi diagnosticado com Diabetes Tipo 1, o que, na época, foi um “choque”. “A falta de informação tornou as coisas um pouco difíceis. Mas com o tempo, buscando dados com outros diabéticos e mudando rotina alimentar de ‘cabo a rabo’, as coisas começaram a ficar mais tranquilas”.

Para que a mudança fosse completa, o pomerodense precisava de uma espécie de válvula de escape, para desestressar dos problemas cotidianos. Foi quando resolveu partir para o Ciclismo, graças a alguns artigos sobre uma equipe profissional americana, Team Novo Nordisk, onde todos os atletas também são diabéticos. “Inclusive, em 2014, participei de um concurso, da mesma equipe, onde fui premiado. E também descobri que a maioria desses atletas são pessoas bem acessíveis, até hoje mantenho algum contato com alguns”, ressalta.

 

Milchert nunca buscou resultados nas competições em que participou, apenas superar os seus limites  |  Foto: Divulgação / Arquivo Pessoal


 

“A mudança repentina na minha rotina, aliada a algumas limitações, causaram alguns estragos no psicológico. Na mesma época, tive uma consulta com uma endocrinologista, que me alertou sobre os exageros da prática esportiva. Levei isso como um desafio. Tanto que, o esporte logo se tornou rotina e, ao mesmo tempo, o meio pelo qual conheci a maioria das minhas amizades atuais, além de ser uma ótima alternativa para achar um bom controle glicêmico. Sempre digo que foi uma coisa ruim, que trouxe várias coisas boas”, acrescenta o atleta, de 36 anos.

E como em qualquer setor, a prática leva à perfeição. E durante estes 10 anos, a evolução de Milchert é notória. “O início é sempre difícil. Comecei pedalando entre cinco e 10 quilômetros. Com o tempo, a quilometragem e a intensidade dos pedais foi aumentando gradativamente, chegando a 200km, muitas vezes. Mas com o agravante da minha enfermidade, tive que aprender a adequar minha alimentação e índices glicêmicos, saber o que fazer em casos de hipoglicemia durante o pedal, o que pode ser perigoso - ainda mais sozinho. Tanto que nunca entrei nas competições, pensando nos resultados. Sempre fui meu único adversário, tentando ser melhor, hoje, do que fui ontem”.

 

O esporte logo se tornou rotina e, ao mesmo tempo, o meio pelo qual conheci a maioria das minhas amizades atuais, além de ser uma ótima alternativa para achar um bom controle glicêmico. Sempre digo que foi uma coisa ruim, que trouxe várias coisas boas.

 

O atleta também comenta que, no Ciclismo, quase todos os momentos são especiais, principalmente, pelos lugares que a bicicleta te leva. “Se fosse para escolher um destes locais especiais seria a Serra do Rio do Rastro. Foi o lugar mais espetacular que conheci. Não é para menos que voltei pra lá em três oportunidades. Por estas e outras razões, o Ciclismo faz parte do meu cotidiano”.

Todos sabem que a pandemia da Covid-19 afetou o esporte, como um todo. Entretanto, o cliclista afirma que não teve grandes prejuízos. “Na verdade, a pandemia não atrapalhou tanto. Por ser um esporte ao ar livre e como eu pedalo sozinho, na maior parte do tempo, e em locais quase sempre isolados, continuei boa parte da rotina normalmente. E mesmo quando pedalamos em grupo, são poucas pessoas. Busco respeitar o distanciamento e não frequentar locais onde possa haver aglomeração. De qualquer maneira, espero que tudo isso tenha um desfecho próximo e que as pessoas possam voltar às suas atividades normais. Tanto que planejo fazer alguns desafios de maior quilometragem, no futuro, mas somente quando as coisas normalizarem”, frisa.

 

Foto: Divulgação / Arquivo Pessoal


 

Por todas as oportunidades que a vida tem lhe oferecido, principalmente, nos últimos 10 anos, Milchert só tem a agradecer.  “Sou grato, imensamente, à minha família e colegas de pedal, os quais sempre me ajudaram. E aos diabéticos, tenho um recado especial: busquem ajuda e informação. E não deixem que os outros digam que você não é capaz. Superando os obstáculos, sempre haverá algo especial reservado a você”, finaliza.

 



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