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Bebê picado por jararaca é salvo em hospital de Blumenau

Para saber qual o soro indicado, familiares levaram o animal junto para o atendimento.

56c649d487e32a94b1c85f1d07ad7b57.jpg Foto: Divulgação / Arquivo pessoal

No fim da tarde da última segunda-feira, 13 de setembro, uma história aterrorizante teve um final feliz no Hospital Santo Antônio em Blumenau: um bebê, de um ano e meio, ganhou uma nova vida, após ter sido picado por uma jararaca.

 

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Paulo Henrique de Almeida Machado, de 36 anos, e Djéssica Pereira, 29, são os pais do pequeno Benjamin Vicente Machado. Enquanto o casal trabalha, precisam do apoio de uma das avós da criança, Adélia Sevulski, 58, que mora em um local próximo à residência do casal.

No dia do fato, Paulo conta que deixou Benjamin com Adélia e foi trabalhar. Ele, que trabalha como técnico em radiologia no hospital, disse que o pequeno fica um tempo a mais com avó, para que ele possa dormir e descansar após longos plantões.

Porém, nesse dia, Paulo acordou até mais cedo que o normal e logo recebeu uma ligação de sua mãe: Benjamin havia sido picado por uma cobra, enquanto brincava no quintal da casa. “Eu e minha esposa, que está trabalhando home office, saímos correndo de casa. Quando cheguei lá, um vizinho já tinha matado a cobra. Sabe quando você está focado em algo e não enxerga mais nada? Eu só peguei meu filho, a cobra e fui correndo até o hospital”.

 

Foto: Divulgação / Arquivo pessoal


 

Com sorte e mesmo sendo em um horário considerado de pico - 18h - a família conseguiu chegar a tempo no hospital. Quando já estavam no HSA, ele foi imediatamente atendido pela equipe, que logo fotografou o animal para encaminhar aos órgãos responsáveis por indicar o antídoto.

Esta atitude ajudou a abreviar o atendimento e dar uma nova chance de vida ao garoto.

 

Posição do hospital

Em relação aos casos de picada por animais peçonhentos, o HSA emitiu um comunicado feito pelo médico coordenador do pronto socorro, Dr. Augusto Cezar de Santana Ronchi. Na nota, o hospital fala sobre a necessidade de identificar o animal para saber qual o melhor antídoto a ser administrado ao paciente. Confira a íntegra:

“Após acidentes com animais peçonhentos, é de extrema importância, para o melhor atendimento do paciente, saber a espécie do mesmo. A jararaca, serpente que causou o acidente, pode ser confundida pela população por cobras não venenosas, o que poderia trazer maiores danos.
Deste modo, sempre que possível, sem colocar a segurança de um terceiro em risco, trazer o animal ao hospital para que o mesmo possa ser avaliado pela equipe do pronto socorro e do CIATox (Centro de Informação e Assistência Toxicológica) que nos auxilia no diagnóstico e tratamento. No evento de não ser possível mover o animal com segurança, fotos e vídeos do mesmo podem ser mostradas a equipe.
Após identificação da espécie, e se reconhecimento se é peçonhento ou não, permite a utilização de soros com antídotos específicos aumentando as chances de uma evolução favorável.”

Fonte: O Município Blumenau