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Atenção especial à saúde mental

Caps oferece acolhimento e atenção a quem precisa de acompanhamento do seu bem-estar psicológico

d87e718083cdd0bb735937830a085eaa.jpg Foto: Isadora Brehmer / Jornal de Pomerode

O assunto saúde mental, infelizmente, ainda é tratado com certo receio por boa parte da população e pode até ser considerado um tabu. Porém, há muito o que desmistificar sobre o assunto, que merece ser tratado com seriedade e este é um dos objetivos do Centro de Atenção Psicossocial (Caps).

 

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O Caps é um serviço especializado, voltado pra atendimento de pacientes com transtornos mentais graves e persistentes. Ele é um serviço que tem financiamento federal e municipal. O Caps foi criado, em Pomerode, em 1º de agosto de 2011, e portanto, completa 10 anos em 2021. “O Caps funciona no modelo ‘porta aberta’, então qualquer pessoa que vem aqui pode procurar o serviço. Nós oferecemos acolhimento a qualquer pessoa que esteja necessitando de atendimento, que tenha sintomas ansiosos, depressivos, e continuamos o atendimento a quem tem sintomas com uma gravidade maior. Às vezes há a intenção suicida, sintomas psicóticos, como ver coisas, escuta coisas, pacientes esquizofrênicos. Aqui no Caps, fazemos a primeira escuta, avaliamos a situação e damos o encaminhamento adequado”, explica a psicóloga e coordenadora da instituição, Michelle Vitório Marchetto. 

Michelle explica que o atendimento a questões relacionadas à saúde mental tem quatro níveis de atenção. O primeiro deles é a atenção básica, com os psicólogos do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF), que atende pacientes com sintomas leves. Em casos de sintomas moderados, os pacientes vão para o ambulatório. Então, lá na unidade Alvin Klotz, o paciente tem a atenção de uma psicóloga e uma psiquiatra. 

Os casos mais graves recebem o atendimento do Caps, que são dos pacientes que tem sintomas mais complicados. Estes, recebem acompanhamento contínuo no Caps, com base em um Plano Terapêutico elaborado pelos profissionais da instituição. Em situações em que o paciente está em crise, estes são encaminhados ao Hospital. O Caps atende, ainda, usuários de drogas e álcool, auxiliando-os na recuperação.

Antes da pandemia, cada paciente recebia o seu plano terapêutico, combinado com o paciente e os familiares. Neste plano estavam inclusas as seções de psicologia e terapia, além de oficinas que traziam benefícios para os pacientes, feitas em grupo. Eram realizadas oficinas de arteterapia, com desenho e grafite, grupos para adolescentes, adultos, mulheres, homens, oficina de culinária, de Ioga, de música, um grupos destinado aos usuários de drogas e álcool e até mesmo uma horta e oficina de atividade física.

“O paciente vinha ao Caps, falava sobre o que sentia e as suas necessidades, e conforme o que nós observávamos, elaborávamos o plano com as atividades recomendadas para o seu tratamento. Hoje, com a pandemia, mantemos praticamente apenas os atendimentos individuais”, afirma Michelle.

Para os pacientes que tem a necessidade de um acompanhamento com a arteterapia, por exemplo, além das seções individuais de psicologia, estas continuam a serem feitas na sede do Caps, que adota uma série de cuidados para a proteção contra a Covid-19. Os profissionais do Caps também adotaram a comunicação online, para não deixar nenhum dos pacientes desamparado.

O Centro de Atenção Psicossocial, por adotar a política da porta aberta a quem quiser ou precisar de orientação quanto à questão psicológica, também registrou um aumento na procura pelo acolhimento (primeiro contato da pessoa com o Caps), durante a pandemia. Isso fica exemplificado pelo dado repassado pela instituição. No mês de março deste ano, foram 56 pessoas a procuraram o acolhimento no Caps, o maior número mensal já registrado pelo Centro, desde sua criação.