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As gerações e o nosso dia a dia

Tornou-se comum o hábito, a partir do século XX, a forma de classificar gerações de épocas específicas e nomeá-las.

c99975bf4a973747a8ee2b33d9383cd1.JPG Foto: Raphael Carrasco / Jornal de Pomerode

Tornou-se comum o hábito, a partir do século XX, a forma de classificar gerações de épocas específicas e nomeá-las. Definir alguém através da classificação por gerações, pareceu ser mais correto, diferentemente de separar por idade, sexo ou renda, pois essa classificação permanece com suas denominações, independente de mudanças pessoais, de faixa etária ou econômicas.

 

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Assim, temos a Geração dos Baby boomers, nascidos nos anos 1940 e 1950 até o início dos anos 1960, os netos e filhos da Geração Grandiosa e Geração Silenciosa, e bisnetos e netos da Geração Perdida. Já a Geração X são as pessoas nascidas nos anos 1960 e 1970. A Geração Y, são pessoas nascidas nos anos 1980 e a metade dos anos 1990, enquanto a Geração Z são os indivíduos nascidos por volta de meados dos anos 1990 e década de 2000 em diante, uma geração de indivíduos preocupados, cada vez mais, com a conectabilidade com os demais indivíduos de forma permanente. E a das crianças nascidas a partir de 2010, chamada Geração Alpha. São os filhos da geração Millenials ou Y: já pertencem a um mundo tecnológico e conectado desde os primeiros meses de vida, sendo que para eles, não existe mais separação entre o digital e a “vida real”. Isso faz com que tenham novas formas de se relacionar, de aprender e de experimentar o mundo à sua volta.

Para que possamos entender um pouco mais sobre as diferentes gerações e as evoluções delas, chamamos a Ane Maria Blank, coach em líderes aprendizes.

“Entendendo que cada geração foi e é impactada por situações e motivações distintas, ajuda-nos a compreender comportamentos, estilos, formas de pensar e de viver que são determinantes para cada uma. Conhecendo a história de cada geração e os seus movimentos, dos porquês desses movimentos, conseguimos visualizar e compreender como é o pensar, falar e agir com cada pessoa em sua distinta geração. É algo fácil de fazer? Depende do quanto eu estou aberto a buscar informações, estudar a respeito, conversar com pessoas que representam essas gerações, olhar com os olhos dela para o que foi vivido, isso é que fará toda a diferença no relacionamento e convívio entre gerações diferentes para o meu entendimento e utilização.

 

Entendendo que cada geração foi e é impactada por situações e motivações distintas, ajuda-nos a compreender comportamentos, estilos, formas de pensar e de viver que são determinantes para cada uma. Conhecendo a história de cada geração e os seus movimentos, dos porquês desses movimentos, conseguimos visualizar e compreender como é o pensar, falar e agir com cada pessoa em sua distinta geração.

 

Quando comparamos os membros de gerações diferentes, é inevitável falar que os conflitos aparecem.  Como já lemos anteriormente, cada geração tem sua particularidade, enxerga e vive o seu “mundo” de forma particular, baseado na forma que aprendeu. Um membro da geração X tem experiências diferentes que podem, ou divergir criando os conflitos ou agregar em soluções criativas entre as gerações Y ou Z, e vice-versa. Cada um do seu jeito, tem pontos fortes e experiências que podem trazer uma troca de informações saudáveis.

Uma pessoa da Geração X só se tornará obsoleta se ela permitir que isso aconteça com ela mesmo, ao parar de ampliar os conhecimentos, em desenvolver habilidades novas ou adequar seus comportamentos de modo a atender ao trabalho que realiza, de entender que o mundo ao se redor está mudando constantemente. Não se comunicar. Alguém da Geração Y ou Z terá competências e habilidades diferentes de alguém da Geração X, mas poderá precisar da experiência de vida dessa geração para o seu próprio desenvolvimento. O ambiente em que esses profissionais se encontram inseridos é que ajudará na conciliação ou não, em relação a essas questões. Toda pessoa tem a capacidade de alterar pensamentos, mudar comportamentos, criar novos hábitos, desde que ela deseje isso e entre em movimento.

Nós profissionais e especialistas ligados ao desenvolvimento humano, que estudamos esse assunto, acreditamos no solucionar de questões que apareçam entre as gerações. Dicas como: criar ambientes onde se entendam dos diferentes estilos de gerações, se entendam dos valores que cada geração possui, proporcionar situações de crescimento no relacionamento interpessoal através de dinâmicas e treinamentos, valorizar experiências e pontos fortes de cada geração, buscar os pontos em comum em equipes de trabalho e incentivar a troca de experiências, proporcionarão equipes e profissionais mais abertos, engajados e que se sentem parte de algo, citações estas de Bob Weinstein, da Troy Media/Canadá, há alguns anos atrás, continuam sendo atuais.

 

As Gerações e o Empreendedorismo

Mudando o foco para o tema Vontade de Empreender, desejo de uma grande massa de pessoas, compartilho um comentário advindo da realização de uma pesquisa com 18 mil profissionais e estudantes em 19 países, que mostrou diferenças importantes nas aspirações e valores de cada uma das três gerações, X, Y e Z. Em artigo à Harvard Business Review, Henrik Bresman, um dos pesquisadores envolvidos nesse projeto, dizia esperar que os resultados fossem usados pelas empresas que buscam reter, desenvolver e atrair profissionais talentosos de todas as idades.

O estudo percebeu que todas as gerações têm forte ambição empreendedora. Um em cada quatro estudantes da geração Z estão interessados em abrir um negócio. Entre aqueles que já estão no mercado de trabalho (gerações X e Y), um em cada três profissionais relatam essa mesma vontade.

Quando questionados se preferem trabalhar em uma companhia internacional ou abrir sua própria empresa, os entrevistados da geração Z preferiram um cargo em uma multinacional, enquanto as gerações X e Y disseram preferir começar seu próprio negócio.

 

Sendo assim...

Com todas essas considerações aqui relatadas, espero poder ter esclarecido um pouco sobre o tema gerações X, Y e Z, que possa ter trazido clareza para entender o seu modo de viver, situações que vivencia e comportamentos que esteja tendo. Quanto mais sabemos sobre quem somos, como agimos e vivemos, o porquê de certas situações acontecerem, mais conseguimos nos adequar e mudar, e vivermos uma vida cada vez com mais qualidade e de alegrias na jornada.

 

Ane Maria Blank (Foto: Arquivo Pessoal)

Estamos num mundo onde cada vez mais conviveremos com tecnologias cada vez mais avançadas e de inteligência artificial, onde o nosso papel é trazer o diferencial humano. Seja qual for a Geração a que pertençamos, habilidades como criatividade, empatia e inteligência socioemocional são as que mais se tornarão valiosas a cada dia, e precisam ser estimuladas por todos”.

por Ane Maria Blank

 

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