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A tão esperada volta às aulas em Pomerode

Escolas da rede pública municipal e da rede particular receberam de volta seus alunos nesta semana

8f71d8b74f3f1f1f30c1cfcd7173badd.jpg Foto: Raphael Carrasco / Jornal de Pomerode

Depois de meses com as escolas vazias, nesta semana, houve o retorno das aulas presencias nas escolas particulares e públicas de Pomerode, de uma forma totalmente diferente. Máscaras, álcool em gel e distanciamento social são as novas constantes da rotina escolar. Por isso visitamos as instituições privadas e públicas, para saber como foi este retorno.

 

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No Colégio Sinodal Doutor Blumenau, há sinalização por toda a escola, lembrando sobre o uso do álcool em gel e da obrigatoriedade do uso de máscaras. Os alunos permanecem a maior parte do tempo em sala de aula, mas cada turma tem alguns ambientes definidos pelo colégio, que podem frequentar.

Na instituição particular, da educação infantil ao 9º ano, conseguiram receber todos os alunos com segurança, por serem turmas menores. Já no Ensino Médio, as turmas do 1º e 2º ano foram divididas e se alternam, semanalmente, entre as aulas presenciais e remotas. O 3º ano do EM pode receber a turma completa.

 

Para isso, na sala de aula, de acordo com a diretora da instituição, Karin Hoeft, foram instalados link’s de transmissão, para que as aulas sejam transmitidas em tempo real para os alunos que ficaram em casa. “Mesmo assim, é cobrada a presença na aula ao vivo, para quem ficou em casa. Para os alunos que vêm para a escola, cada um deve ter o seu kit de máscaras, duas caso só tenha aula de manhã, e quatro caso tenha aula à tarde, também, além de lanche, uma toalha e a garrafa de água”, explica Karin.

“A escola está preparada para receber a todos com segurança. Seguimos o Plano de Contingência municipal e temos o nosso próprio plano de ações, aprovado pelos órgãos de saúde e conseguimos fazer do colégio um ambiente seguro. Além disso, já nos surpreendemos positivamente com a consciência dos alunos, principalmente dos mais novos, quanto aos cuidados a serem tomados aqui na escola”, destaca.

 

 

A aluna do 3º ano do Ensino Médio, Bruna Julia Marcelino, falou sobre a importância de voltarem às aulas presenciais. “Escola é muito segura, pois estamos seguindo todos os protocolos, então é só uma questão de se acostumar. É bem melhor termos a aula presencial do que a remota, porque conseguimos adquirir muito mais conhecimento assim do que estudando em casa”, afirma.

No Colégio Fátima, a preparação começou ainda em novembro do ano passado. Naquele momento, a escola começou a ser preparada, seguindo os protocolos pedidos pelo estado. Agora, neste início do ano, a equipe conseguiu deixar a escola pronta para receber de volta os alunos.

“Diante das nossas pesquisas, conseguimos preparar as salas para receber nossos alunos de forma segura. Estávamos bem ansiosos, e as crianças também para esta retomada. Organizamos as salas para a capacidade máxima de alunos, obedecendo ao distanciamento de 1,5m, precisamos passar por algumas adaptações, trocamos turmas de espaços, mas estamos bem organizados”, garante a coordenadora pedagógica, Mariangela da Silva.

O Colégio consegue atender, seguindo as normas de segurança, todos os alunos matriculados no turno matutino, mas segundo uma pesquisa realizada com as famílias, em 2020, alguns alunos seguirão tendo aulas remotas. 

Para atender a todos estes alunos, no Ensino Fundamental II e Médio, as aulas são transmitidas de forma simultânea e quem está em casa pode acompanhar. Já no Fundamental I, os alunos que estão em casa têm uma hora marcada com o professor regente para ter a aula remota.

“Nós estamos impressionados com as ações deles, pois esta era uma apreensão, como as crianças iriam se comportar, já que precisam chegar e já ir para a sala, com poucos momentos de interação no pátio. Mas mesmo nos momentos coletivos, elas mantêm o distanciamento, logo lavam as mãos, usam o álcool em gel”, elogia Mariangela.

“Percebemos, nas crianças, a vontade que elas tinham de estarem presentes, de rever colegas e professores, então sentimos uma alívio, com a escola aberta. Com todos colaborando, conseguimos manter a rotina, para que seja segura”, destaca o diretor, Nivaldo Nicolodelli.

 

Escolas públicas

Segundo o secretário de Educação e Formação Empreendedora, Jorge Buerger, as escolas estão seguindo as orientações legais, baseados em uma lei estadual, que regulamenta a educação como serviço essencial.

“Esperávamos pelo retorno, porque a aula presencial é fundamental para a qualidade da educação. A rede municipal de educação adotou três modelos para este retorno das atividades presenciais. O primeiro deles é com 100% podendo vir à escola, ainda conseguindo manter o distanciamento social proposto, que foi adotado em duas escolas, Raulino Horn e Doutor Wunderwald estão com este modelo, por serem turmas pequenas. As demais estão adotando o segundo modelo, que chamam de ensino híbrido, no qual as turmas são divididas em dois grupos, que se alternam, a cada semana, entre a aula presencial e a remota. Neste caso o professor sempre repete a aula, para o grupo que não iniciou presencialmente. E há ainda um terceiro modelo, o 100% remoto, para o qual a educação está preparada”, comenta.

Este caso é destinado aos pais que desejarem que seus filhos permaneçam tendo aulas em casa. Nestas situações, os pais assinam um termo de compromisso, com duração de 15 dias.

 

Escola Vidal Ferreira, em Pomerode Fundos. (Foto: Tecnólogo Educacional Wagner Moreira Stahnke)

As aulas seguem o horário normal, com escalonamento do intervalo. Cada turma terá o seu intervalo separado, uma de cada vez. Outra orientação é quanto à chegada à escola. Antes era comum muitos alunos chegarem até 30 minutos antes do início das aulas e permanecerem conversando ou brincando com colegas. Agora, o indicado é que cheguem de 10 a 15 minutos antes, apenas, para evitar aglomerações, e irem direto para a sala de aula.

A máscara faz parte do uniforme escolar e o indicado é trazer duas, para a troca no intervalo. 

“Mas as escolas estão preparadas para receber a todos, com segurança. A maioria das famílias está confiando na rede pública e estamos certos de que podemos retribuir a esta confiança. Caso as famílias tenham alguma dúvida, reiteramos que o mais indicado é procurar a escola, pois a equipe está preparada para sanar tais dúvidas”, finaliza.