Nei conquista o Municipal de Bocha de 2019
Após quatro vice-campeonatos, finalmente, a Cancha do Nei (Nacional) conseguiu faturar um título da bocha pomerodense.
No último sábado, a emoção tomou conta do Alto da Serra, mais precisamente, na Cancha do Nei, localizada no Clube Esportivo, Recreativo e Cultural Nacional, com o fim do o 14º Campeonato Municipal de Bocha Masculina. Isso porque, após quatro vice-campeonatos, finalmente, a equipe conseguiu faturar um título da modalidade, no município.
O adversário, a Cancha do Buba, teria que vencer, pelo menos, duas parciais, para almejar a conquista, em virtude do resultado negativo obtido no jogo de ida (2 a 1), duas semanas antes. No entanto, quem se deu melhor foram os donos da casa. Com duas parciais, vencidas por 24 a 20, a Cancha do Nei venceu a competição, para alegria da sua fanática torcida. Já na última, disputada por mera formalidade, os donos da casa também venceram, por 24 a 16, fechando o confronto em 3 a 0 (72 a 56). “A emoção é muito grande, ainda mais quando você se prepara para isso, todos os anos. E quando, finalmente, esse momento chega, a sensação é de dever cumprido”, relata Ivonei Karsten, 38 anos, coordenador da equipe campeã.
A emoção é muito grande, ainda mais quando você se prepara para isso, todos os anos. E quando, finalmente, esse momento chega, a sensação é de dever cumprido.
Para ele, todos tiveram que se superar para conquistar o tão almejado título. “Nossas principais dificuldades foram os desfalques de jogadores, alguns com punições e, ainda, tendo que jogar em canchas neutras, por falta de segurança da organização do campeonato. Além disso, houve aqueles que desistiram no meio do campeonato, em virtude de problemas pessoais. Por isso, tenho orgulho de dizer que vencemos esta competição com apenas oito jogadores e uma torcida, que valeu por mil. Muito obrigado por este apoio, afinal, vocês fizeram a diferença”, destaca.
No Cerimonial de Premiação, houve uma homenagem a Tilo Raasch, grande incentivador da modalidade em Pomerode. Uma placa foi entregue a seu filho, Rogério, como forma de agradecimento pelos relevantes serviços ao esporte no município. Logo após, os três primeiros colocados (Nei, Buba e Schubert B) foram agraciados com troféus e medalhas.
Homenagem a Tilo Raasch (Foto: Bob Gonçalves / Jornal de Pomerode)
Karsten, que pratica a modalidade desde a sua infância, faz parte do time desde 2018, quando ficou com o vice-campeonato. “No ano passado, não houve o jogo da final, por isso, não sei se dá para considerar um vice-campeonato. Sem contar que, até agora, não recebemos a referida premiação”, comenta.
O comerciante também fala sobre a evolução e a perspectiva para a modalidade, nos próximos anos. “Na minha opinião, isso não depende somente da gente, mas sim, de um conjunto de forças unidas, entre cancheiros, Funpeel e Prefeitura. A bocha é um dos principais e mais antigos esportes praticados em Pomerode, que faz parte da cultura da cidade. Mas, infelizmente, por muitos, ainda é visto com certo preconceito, com relação aos seus praticantes. Só que é totalmente ao contrário, pois o esporte requer total concentração e estratégia. Por isso, acho que ele deveria, sim, ter um incentivo maior do município, inclusive, para que crianças e jovens aprendam e pratiquem a Bocha. A Prefeitura poderia disponibilizar uma Escolinha, só assim, esse esporte terá a oportunidade de continuar crescendo. Caso contrário, poderá acabar em poucos anos”, enfatiza.
Coordenadores Nei e Camila comemoraram o título (Foto: Bob Gonçalves / Jornal de Pomerode)
O coordenador também faz uma comparação entre o número de locais que possuem canchas, com o número de equipes participantes da competição comunitária. “Ao todo, Pomerode deve contar com umas 18 canchas e somente sete disputaram campeonato. Um dos motivos, acredito, que seja o número excessivo de regras. Para mim, a competição poderia ser mais ‘flexível’. E, também, ela deveria voltar a ser disputada por cinco duplas. Só que, para tudo isso acontecer, nós, cancheiros, temos que nos unir, para obter o apoio necessário. Só assim, poderemos continuar praticando e nos envolvendo com esta modalidade tão apaixonante”, finaliza.
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