Música para todos os públicos
Projeto “Música no Museu” leva melodias clássicas para dentro deste ambiente histórico, tornando-o ainda mais agradável. As aulas abertas foram assistidas por cerca de 180 pessoas ao longo das semanas em que foi realizado
Levar a música para um ambiente diferenciado e proporcionar momentos únicos para visitantes e alunos de música. Este foi o objetivo do projeto “Música no Museu”, iniciado no fim do mês de agosto, e que encerrou sua a programação deste ano na terça-feira, 23 de outubro, com a última das nove aulas abertas programadas.
O projeto consiste em trazer as aulas de música do Grupo de Cordas da Escola de Música de Pomerode, ministradas pela professora Solange Rohenkohl, para o Museu Pomerano, proporcionando ao público uma experiência diferenciada no Museu, incentivando a visitação, além de possibilitar aos alunos um momento de experiência diante do público.
As aulas abertas foram assistidas por cerca de 180 pessoas ao longo das semanas em que foi realizado. Este público foi formado por visitas espontâneas e visitas agendadas por Escolas, Centros de Educação Infantil e grupos do Centro de Referência de Assistência Social.
Outra meta do projeto é promover a Educação Musical, presente na história de Pomerode, desde a chegada dos primeiros imigrantes alemães, e que, após 155 anos de história, ela ainda exerce importante papel na formação cultural pomerodense. De acordo com o professor de história, João Altair Soares Santos, o projeto, também, foi uma maneira encontrada de trazer mais diversidade ao conteúdo apresentado no museu.
“Há muito tempo conversávamos sobre trazer uma diversidade maior de temas ao Museu, que é sempre visto como local de coisas antigas. Por isso, pensamos em exposições itinerantes, com objetos diferentes e, principalmente, pessoas. Então pensamos, por que não trazer a música para o museu?”, disse o professor.
Ele explica que a cultura germânica sempre teve a música clássica como um referencial e Pomerode possui um privilégio que é ter a Escola de Música e o Grupo de Cordas, algo que nem todas as cidades possuem. “Contatamos a professora Solange, que prontamente atendeu e montamos este projeto piloto, que podemos considerar um sucesso. A música é algo maravilhoso, que sensibiliza, então, percebemos que, quando há música, o visitante tem um tempo e uma estadia diferente no museu”, ressalta o historiador.
A responsável pelas aulas da Escola de Música e que esteve à frente das aulas abertas no museu, reforça a importância do projeto “Música no Museu”, também, para seus alunos.
“A importância de mostrar é, justamente, estar em um ambiente que as pessoas não estão acostumadas a ver música, que é o museu. É um ambiente que traz pessoas de fora, que mostra a música em ambiente incomum para ela. Além de termos, também, a experiência de sair da sala de aula e estar em um ambiente com pessoas, com público. Para o treino dos alunos é bom, exercitar se apresentar em público, controlar o nervosismo e se concentrar, como também, aproveitar o ambiente para fazer música do jeito mais tranquilo possível. Acaba sendo uma apresentação, ao invés de ser somente uma aula aberta”, pondera.
A escola possui, hoje, 19 alunos no grupo de cordas, mas de acordo com Solange, já há uma procura maior para o ano que vem, o que reforça o resultado positivo do “Música no Museu”.
“O resultado é positivo de todas as formas, pela exposição que a gente tem, pelo espaço que nos foi aberto para mostrar o trabalho. Também pela experiência que os alunos têm e, como professora, acabo aprendendo com a oportunidade”, finaliza.