Vale do Itajaí

MPSC pede prisão preventiva de dois homens suspeitos de matar cães em Timbó e Rio dos Cedros

Casos envolveram mortes com golpes de machado e pedaço de pau; Justiça acatou pedido do Ministério Público durante audiência de custódia

23 de fevereiro de 2026

Foto: PMSC / Divulgação

Na tarde deste domingo, 22 de fevereiro, o promotor de Justiça plantonista de Timbó do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), Rafael Pedri Sampaio, requereu ao Judiciário, durante audiência de custódia, a prisão preventiva de dois homens suspeitos de matar cães com golpes de machado e pedaço de pau nas cidades de Timbó e Rio dos Cedros.

Para garantir a ordem pública e assegurar a aplicação da lei penal, o Judiciário acolheu o pedido do MPSC e decretou a prisão preventiva dos dois suspeitos.

O promotor de Justiça Rafael Pedri Sampaio destacou que ambos os casos apresentam indícios de extrema crueldade contra os animais. “O Ministério Público de Santa Catarina atua para fazer cumprir a legislação, proteger o bem-estar animal e aplicar os rigores da lei àqueles que insistem em violar os direitos dos animais”, afirmou.

Caso em Timbó

Na manhã de sábado (21), um homem de 63 anos foi preso por maus-tratos a animais na Rua Edmundo Bell, bairro Dona Clara, em Timbó. A ocorrência mobilizou a Polícia Militar, a equipe da Causa Animal e a Defesa Civil.

De acordo com a Polícia Militar, a guarnição foi acionada por volta das 9h30 após denúncia de que um homem estaria agredindo cães em uma residência. No local, os policiais conversaram com o denunciante, que relatou ter visto o idoso desferindo golpes de machado contra um cachorro de médio porte.

Foto: PMSC / Divulgação

Diante da gravidade da situação, o denunciante utilizou o celular para registrar a ação. Conforme o relato, o autor passou a agredir um segundo animal, também com golpes na região da cabeça. Após o ocorrido, a Polícia Militar foi imediatamente acionada.

O denunciante informou ainda que, momentos depois, viu o suspeito empurrando um carrinho de mão em direção a uma área de mata próxima ao rio, levantando a suspeita de que estaria ocultando os corpos dos animais.

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Os policiais se deslocaram até a residência do suspeito, onde ele foi localizado vestindo as mesmas roupas utilizadas no momento dos fatos, com resquícios de sangue nas vestes. Questionado sobre as imagens, o homem permaneceu em silêncio, informando apenas que havia enterrado os cães na beira do rio e que o machado teria sido deixado em uma residência nas proximidades.

A guarnição localizou a cova aberta próxima à margem do rio, no local indicado pelo próprio autor. A equipe da Causa Animal e a Defesa Civil foram acionadas e, após a abertura da cova, foi atestado o óbito dos dois cães, que estavam envoltos em sacos plásticos e apresentavam lesões na região da cabeça, compatíveis com o instrumento descrito pelo denunciante. Os animais foram recolhidos para descarte.

Diante do relato testemunhal, do registro em vídeo, da indicação do local onde os animais foram enterrados, da constatação técnica e dos vestígios materiais encontrados, foi dada voz de prisão ao homem.

Caso em Rio dos Cedros

Também no sábado (21), por volta das 12h20, a Polícia Militar atendeu ocorrência de maus-tratos a animal na Estrada Geral Rio Assis Esquerdo, em Rio dos Cedros.

Segundo a corporação, ao chegar ao endereço, a guarnição conversou com o denunciante, que relatou ter ouvido latidos enquanto estava em casa. Ao sair para verificar, percebeu uma mancha de sangue em frente à residência do vizinho e avistou o morador cavando um buraco, levantando a suspeita de que o animal teria sido morto e enterrado.

Os policiais constataram uma mancha de sangue na entrada do imóvel. No interior da casa, o morador, um homem de 70 anos, afirmou que foi atacado pelo próprio cachorro e que desferiu um golpe com um pedaço de pau na cabeça do animal.

Foto: PMSC / Divulgação

Em seguida, a guarnição localizou a cova indicada, onde havia um cachorro já em óbito, com ferimento na cabeça. Diante dos fatos, foi dada voz de prisão ao homem, que também foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Blumenau para os procedimentos legais cabíveis.

Com a decisão judicial que acolheu o pedido do MPSC, os dois suspeitos permanecem presos preventivamente.

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