Esporte

Motivo de festas em seu coração

Tamanha projeção, faz com que a sua torcida também seja grandiosa e apaixonada. Exemplo disso é Djair Rodrigues França.

11 de novembro de 2019

Autoproclamado “Campeão de Tudo”, o Sport Club Internacional é um dos maiores e mais bem conceituados clubes do Brasil. Tamanha projeção, faz com que a sua torcida também seja grandiosa e apaixonada. Exemplo disso é o Técnico Industrial, Djair Rodrigues França, de 45 anos, que desde sempre, tem nas cores vermelha e branca a sua maior emoção futebolística.

“Sou torcedor sempre, já nasci Colorado e todas as minhas lembranças de infância remetem ao Inter. Lembro de ir dormir, à noite, com ouvido colado no ‘radinho’ de pilhas para saber notícias do meu time e ouvir os jogos”, destaca Deja, como também é conhecido.

A paixão pelo Internacional iniciou na vida de França por influência de seu pai, Luiz. “Ele era jogador amador e amante de futebol, por isso, desde pequeno, sempre me levava aos jogos, daí veio a minha paixão pelo futebol e, também, pelo Colorado. Meu pai foi, sem dúvida nenhuma, minha maior inspiração e influência neste sentido”, ressalta.

Tanto que o torcedor já fez algumas “loucuras” pelo seu time, como, por exemplo, rodar mais de 1.000 quilômetros por jogo, durante a Copa Libertadores de 2006. “Eu não meço esforços para acompanhar o Inter, onde quer que ele esteja. Paixão é isso, é fazer tudo aquilo que é possível para acompanhar o time do coração”, enfatiza, acrescentando que alguns jogos marcaram a sua vida. “São muitos jogos inesquecíveis, como a final da Copa Libertadores 2006, contra o São Paulo, realizada debaixo de chuva. Porém, o confronto seguinte a esta conquista foi válido pelo Brasileirão, contra o Palmeiras, no Beira Rio. Este foi muito especial, pois foi o único que meu pai assistiu naquele estádio, sendo eu que proporcionei isto a ele. Então, é muito marcante para mim. Já Pela TV, com certeza, pude acompanhar conquista do Mundial de 2006, muito embora tenha ficado a maioria do tempo de costas para a TV, tamanha a tensão que foi a final contra o Barcelona. Com certeza, este feito contrariou todas as expectativas mundiais, menos a nossa, que acreditávamos na conquista”, destaca França.

 

Os filhos Leonardo e Guilherme, junto com o ex-goleiro colorado Alisson (Foto: Divulgação)

Para o Técnico Industrial, alguns jogadores fizeram história no Internacional e contribuíram com o seu engrandecimento, como o Fernandão, D’Alessandro e outros tantos, que foram e são ídolos. No entanto, um nome “mexe” com o torcedor: Rafael Sóbis. “Com gols em duas finais de Libertadores e por representar uma geração que mudou a história do Inter, considero ele meu ídolo. Tanto que já tiver a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente, assim como os próprios D’Alessandro e o saudoso Fernandão, além de Tinga, Clemer, Alisson e o Dunga, que é do mesmo bairro da minha cidade natal (Ijuí). Já fui muito ao Beira Rio e, também, a jogos em outros estádios e isto faz com que, muitas vezes, seja possível esta aproximação”, enfatiza.

Mas quando o assunto é a rivalidade com o Grêmio, Deja não se faz de rogado. “É algo que foge da normalidade, é difícil lidar com isso, pois mexe demais com qualquer torcedor da dupla Gre-nal. Muitos podem dizer que não dão bola, que tanto faz e outras frases clichês, mas a verdade é uma só: no fundo, todo torcedor colorado torce fervorosamente contra o rival e vice versa. Qualquer coisa em contrário é pura balela e ‘conversa para boi dormir’. Inter é Inter e o contrário também é assim. Lógico, isso deve ficar no campo da competição e do esporte”.

 

Estamos buscando uma reestruturação e, com certeza, iremos voltar a conquistar os títulos. Isto acontece em praticamente todo grande clube, há a fase das conquistas e a fase da reestruturação. Estamos na segunda, por enquanto, mas, em breve, espero voltar às conquistas para manter o posto de maior vencedor do futebol brasileiro deste Século. Respeitem este clube, ele é um Campeão do Mundo.

 

Para França, o momento atual do seu time é um pouco complicado, em virtude de muitos erros e desajustes que ocorreram nos últimos anos, por diretorias que não souberam conduzi-lo de forma assertiva. “Porém, estamos buscando uma reestruturação e, com certeza, iremos voltar a conquistar os títulos. Isto acontece em praticamente todo grande clube, há a fase das conquistas e a fase da reestruturação. Estamos na segunda, por enquanto, mas, em breve, espero voltar às conquistas para manter o posto de maior vencedor do futebol brasileiro deste Século. Respeitem este clube, ele é um Campeão do Mundo”, conclui.

 

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