Polícia

Morte de criança em hospital de Timbó é investigada pela polícia; mãe e padrasto são suspeitos de maus-tratos

Menino de um ano estava internado na UTI desde a última terça-feira (11). Exames realizados no local indicaram lesões antigas na cabeça da criança, e a presença de medicamentos no organismo dela

17 de fevereiro de 2025

Foto: Agência de Notícias / Secom / Imagem ilustrativa

Na noite de domingo (16), uma criança de um ano morreu após ficar internada na UTI desde a última terça-feira (11), no Hospital Oase, em Timbó. A Polícia Militar foi acionada após suspeita de maus-tratos com lesão corporal culposa por parte dos familiares do menino.

A guarnição da PM foi acionada por volta das 20h52min. No local, a equipe conversou com a psicóloga do hospital, a qual relatou que a criança estava internada na UTI, com suspeita de evoluir a óbito. A profissional de saúde informou que a equipe médica suspeita de maus-tratos por parte da mãe e do padrasto da criança, considerando que o quadro clínico apresentado não foi totalmente explicável pela família.

Conforme o protocolo da unidade de saúde, quando um paciente se encontra em estado crítico, são oferecidos momentos de conforto aos familiares, como vestir o paciente com uma roupa que goste. No entanto, a mãe da criança expressou que não gostaria que o corpo fosse submetido a autópsia.

A equipe médica do hospital informou à PM que a criança chegou no local apresentando convulsões, trazida de táxi pela mãe, que demonstrava aparente falta de preocupação com o estado do filho. Exames realizados no momento da internação indicaram lesões antigas na região da cabeça, além da presença de medicamentos no organismo que poderiam ter causado as convulsões.

A mãe relatou que, na noite anterior, a criança apresentou vômito, diarreia e febre. Diante disso, segundo ela, procurou atendimento médico no hospital de sua cidade, onde foi administrado um medicamento para febre.

Posteriormente, a criança foi transferida ao Hospital Oase, onde recebeu soro e medicação, sendo liberada pela manhã. Já em casa, a mãe tentou amamentar o filho, que recusou e dormiu. Ao perceber que a criança voltou a convulsionar, acionou um táxi para levá-la novamente ao hospital, onde foi entregue aos cuidados médicos.

Enquanto o boletim de ocorrência era preenchido pela Polícia Militar, a guarnição foi informada de que a criança havia morrido. Dessa forma, a Polícia Científica foi acionada e transferiu o corpo ao Instituto Médico Legal (IML) para os demais procedimentos.

A Polícia Civil investiga o caso como maus-tratos com lesão corporal culposa por parte da mãe do padrasto da criança.

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