Menina de 4 anos é internada em estado grave em Blumenau; polícia investiga suspeita de agressão
Hospital acionou a polícia após constatar que as lesões não eram compatíveis com a versão apresentada pelo padrasto da criança
Foto: Hospital Santo Antônio/Divulgação
Uma menina de 4 anos está internada em estado gravíssimo no Hospital Santo Antônio, em Blumenau, após dar entrada na unidade com lesões suspeitas nesta quarta-feira, 29 de outubro. A criança estava acompanhada do padrasto, de 31 anos, que alegou que ela teria sofrido uma convulsão em casa. A equipe médica desconfiou da versão apresentada e acionou a Polícia Militar.
Durante o atendimento, uma médica pediatra constatou que as marcas no corpo da criança não eram compatíveis com o relato do homem. Diante da suspeita de agressão, o padrasto foi levado para a Central de Plantão Policial e preso em flagrante por lesão corporal gravíssima. Ele foi encaminhado ao Presídio Regional de Blumenau.
A mãe da menina afirmou, em depoimento, que havia saído para trabalhar às 3h30 e deixou a filha sob os cuidados do padrasto, com quem é casada há cerca de dois anos. Por volta das 7h30, recebeu uma ligação do homem dizendo que a criança estaria tendo convulsões. Ele levou a menina a um posto de saúde, de onde foi transferida para o hospital devido à gravidade do quadro.
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Durante o registro da ocorrência, a criança sofreu uma parada cardiorrespiratória e precisou ser reanimada pela equipe médica. A família mencionou uma queda sofrida pela menina no início do mês, registrada em prontuário do hospital, mas a pediatra responsável descartou relação entre o episódio e as lesões atuais.
O celular do padrasto foi apreendido para perícia, e o caso está sendo investigado pela Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI), em conjunto com a Central de Plantão Policial.
Nesta quinta-feira (30), o homem foi solto durante audiência de custódia. Segundo o Tribunal de Justiça, a decisão considerou que o suspeito não possui antecedentes criminais, e que até o momento não há provas conclusivas de que as lesões foram causadas de forma intencional. A análise inicial dos laudos também não apontou indícios claros de violência direta.
Apesar da liberação, a investigação segue em andamento. A menina permanece internada em estado gravíssimo.