Meia Maratona: histórias que inspiram
Personagens da corrida trazem suas experiências, em suas participações na corrida mais alemã do Brasil.
A Meia Maratona, realizada entre os dias 23 e 24 de outubro, trouxe muitas histórias de superação. São personagens que, com garra e determinação, conseguiram cumprir seus desafios e inspirar as pessoas.
Entre os corredores dos 6K, dois chamaram muito a atenção: Sílvio Suavi, um aposentado de 67 anos, juntamente com o seu filho Sander Silvério Suavi, funcionário público, de 40 anos, que começaram e concluíram a prova juntos, numa verdadeira demonstração de amor e carinho, em família. “Desde que soubemos que teria a Meia Maratona, em nossa cidade, já combinamos de correr lado a lado. Já fizemos isso outras vezes, principalmente, em provas disputadas no litoral, onde meu pai mora. A minha irmã Patrícia foi uma das grandes incentivadoras, por isso, fazemos questão de participar juntos. Foi muito legal, principalmente no fim, quando cruzamos a linha de chegada. Ali foi o momento mais emocionante”, declara Sander.

Sílvio e Sander completaram a prova juntos | Foto: Corre Brasil
Outro diferencial é que ambos, como forma de homenagear a cidade de Pomerode, correram fantasiados de “Fritz”. “A ideia foi da minha filha, tanto que ela também correu de ‘Frida’, os 21K. Como moro na cidade de Navegantes, meus treinamentos são feitos à beira-mar, sendo que, inclusive, já participei de outras provas. E correr esta, ao lado do Sander, foi muito gratificante. Um incentivou o outro o tempo todo e completar juntos, me deu uma alegria muito grande. Vou levar essa prova na memória e no coração”, relata Sílvio.
21K de desafios
Mudar de categoria sempre é desafiante, pois há muitas mudanças, tanto nos treinamentos, quanto no ritmo da prova. Essa sensação foi vivenciada pelo atendente Marcio Rahn, de 37 anos. Ele conta que dentro de sua assessoria de corrida, recebeu o convite para encarar os 21K, uma vez que sempre participou da Corrida Rústica.
“Dentro do meu grupo, comecei a treinar para provas curtas e longas. Não foi fácil, pois além das tarefas do dia a dia, sofri com algumas contusões. Mas graças ao amor à corrida e superando novos desafios, consegui me preparar muito bem, pois notei que uma prova longa seria melhor para mim, devido à minha resistência”, frisa.
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Marcio exibe o troféu, ao lado de seu filho | Foto: Divulgação
Ainda conforme Rahn, os primeiros quilômetros são os mais complicados. “Você precisa se concentrar muito no ritmo, para não “quebrar”, pois penso que a partir dos 10 quilômetros é que a prova começa realmente”.
E o atleta destaca dois momentos emocionantes, durante os 21K percorridos. “Durante a prova, pude conhecer um atleta de Joinville, que correu comigo até o fim. Um foi passando apoio ao outro, até concluir a prova. E outro momento incrível, que vai ficar marcado para mim, foi ver filho me esperando para cruzar a linha de chegada. Foi algo indescritível”, destaca Rahn, emocionado.

Foto: Corre Brasil
Nova emoção
Em uma prova como essa, o que não faltam são exemplos de vida. É o caso da aposentada Alice Pein, de 58 anos, que também experimentou a sensação de correr uma Meia Maratona pela primeira vez.
Experiente em corridas de obstáculos, a pomerodense vivencia estas experiências desde 2019, quando ganhou seu primeiro troféu, incentivada pela turma da academia. “Como nosso grupo de ginástica tinha acabado, precisei buscar uma alternativa. E foi na academia que tive este contato mais estreito com as corridas. Desde então, não parei mais, pois tomei gosto por este tipo de prova, em que é preciso superar diversas barreiras, principalmente, com lama. Além disso, amo corrida de aventura, onde o contato com a natureza é o principal ingrediente. Sempre falo para os meus netos: nós somos da família aventureira. Por isso, participar de uma Meia Maratona foi muito desafiante, mais uma das minhas muitas aventuras”, revela, com bom humor.

Alice comemorou muito, na linha de chegada | Foto: Corre Brasil
Alice conta que a corrida se mostrou intensa, em todos os seus momentos. “Eu tinha como meta, completar em menos de duas horas. E estava tudo indo muito bem, até o km 19, após a Kyly. Lá tem uma ‘subidinha’ que, de carro, ninguém vê, mas depois de 19 km nas pernas, se torna complicado. No entanto, reuni forças e fui até o fim. Tanto que na linha de chegada, todo mundo incentiva e isso não tem preço. Ainda mais sabendo que o meu esposo Gilmar Pein, meu parceiro de todos os dias, estava lá me esperando. Foi top”.
A aposentada faz parte do grupo Pomerode Runners. “É um pessoal muito bacana, que nos apoia em todos os momentos. Principalmente o Rodrigo Dias, com suas locuções memoráveis. Conforme a linha de chegada vai se aproximando, ele emana boas energias, que fazem você se encher de coragem para completar a prova da melhor maneira possível”.
E do alto da sua experiência, após vencer mais 21km em sua vida de atleta, o recado é voltado para os mais jovens. “Não façam como eu, que esperei mais de 50 anos para começar a fazer atividades físicas. Comecem agora e tenham mais tempo de provar este gosto e desfrutar do prazer que só a corrida te proporciona. Sou muito grata por tudo e pretendo muito mais, ainda”, finaliza, com orgulho.

Foto: Divulgação
