Esporte

Lutando em busca do reconhecimento

Um catarinense vem se destacando no MMA mundial. Tanto que, no fim de janeiro, realizou uma brilhante luta, na China, em evento promovido pela M-1 Global (M-1 MixFight). O lutador em questão é Gian Siqueira, de 24 anos, que há 11 está inserido no mundo das Artes Marciais.

17 de fevereiro de 2019

Um catarinense vem se destacando no MMA mundial. Tanto que, no fim de janeiro, realizou uma brilhante luta, na China, em evento promovido pela M-1 Global (M-1 MixFight), promotora de Artes Marciais Mistas, com sede na Rússia e que organiza cerca de 40 a 50 eventos de luta por ano. A organização tem como principais nomes o presidente, Vadim Finkelstein, e seu sócio Fedor Emelianenko, ex-lutador do UFC e um dos precursores do MMA mundial.

O lutador em questão é o blumenauense Gian Siqueira, de 24 anos, que há 11 está inserido no mundo das Artes Marciais. “A minha primeira modalidade foi o Judô, que iniciei com 13 anos. Quatro anos mais tarde, buscando ampliar o leque de opções, migrei para o MMA, onde me especializei na luta ‘de chão’, já pelo meu histórico”, ressalta o meio-médio (77kg).

Seu desempenho fez com que o atleta alçasse voos internacionais. Tanto que, no dia 17 de julho de 2018, Siqueira participou da Chin Woo Men, liga chinesa profissional de MMA, onde lutou contra Jiu Li Zheng, chamado de “Rei da China”. E o resultado não poderia ter sido melhor. “Eu meio que ‘caí de paraquedas’ em uma luta, no maior evento da China. Chegando lá, era o confronto principal, contra o ‘Rei da China’. Mesmo assim, consegui uma finalização ainda no primeiro round, o que abriu muitas portas para mim na Ásia, me credenciando a fazer uma das lutas principais na edição do M-1, considerado um dos maiores eventos de MMA do mundo”, enfatiza Siqueira.

E esse confronto aconteceu no último dia 26 de janeiro, em Harbin. Na oportunidade, o lutador catarinense teve pela frente o experiente ucraniano Alexander Butenko, que possui mais de 60 lutas de MMA profissional. No entanto, desta vez, o resultado não foi o esperado. “Tenho convicção que ‘atropelei’ um dos grandes nomes do MMA russo, mas me roubaram a luta, na pontuação dos juízes. Por isso, já pedi uma revanche imediata”, diz o atleta, enfático, que possui um cartel de 20 lutas, com 16 vitórias.

No entanto, nem o traumático revés tira a vontade de Siqueira, em continuar a lutar, para escrever o seu nome no hall da fama do MMA mundial. “Minha rotina compreende de dois a três treinos por dia, na Astra Fight Team, de Balneário Camboriú, eleita a melhor equipe do Brasil. Não tenho nada marcado no momento, mas pretendo fazer minha próxima luta na China ou na Rússia, e continuar mirando o meu grande objetivo, que é conquistar o cinturão do UFC. O Brasil, apesar de todas as dificuldades, continua formando vários campeões. E eu serei um deles”, finaliza.

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