Polícia

Líder religioso é preso suspeito de abusar de mulheres durante rituais em Gaspar

Homem de 63 anos é investigado por violência sexual mediante fraude; prisão preventiva foi cumprida em operação conjunta da Polícia Civil e Militar

12 de fevereiro de 2026

Foto: Polícia Civil / Divulgação

A Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Delegacia de Gaspar, deflagrou nesta quarta-feira, 11 de fevereiro, uma operação conjunta com a Polícia Militar para cumprir mandado de prisão preventiva e de busca domiciliar contra um homem de 63 anos, suspeito de abusar sexualmente de múltiplas vítimas durante rituais religiosos no município de Gaspar.

De acordo com as investigações, o suspeito se intitulava líder religioso e realizava rituais na cidade. Ele teria utilizado a fé, a vulnerabilidade e o abalo psicológico das vítimas para manipulá-las a praticar atos sexuais mediante fraude, conduta que se enquadra no artigo 215 do Código Penal.

A Delegacia de Gaspar já investigava o caso desde 2024, quando foi instaurado um inquérito policial para apurar denúncias de abuso envolvendo o mesmo suspeito. Em 2025, um novo inquérito foi aberto após diversas mulheres relatarem situações semelhantes, com dinâmicas parecidas de abordagem e supostos abusos durante os rituais.

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Durante o curso da nova investigação, a Polícia Civil identificou ainda que o homem já responde a processos no Estado do Paraná, movidos por duas vítimas, pelo mesmo tipo de crime. Diante da gravidade dos fatos e visando à garantia da ordem pública, o delegado responsável representou pela prisão preventiva do investigado.

Após o deferimento das medidas judiciais, as forças de segurança cumpriram a prisão e realizaram buscas na residência do suspeito. Durante a operação, o celular do investigado também foi apreendido para auxiliar na continuidade das investigações.

O delegado Filipe Martins, que coordena o caso, informou que o inquérito deve ser concluído em até 10 dias. O preso foi encaminhado ao presídio local, onde permanecerá à disposição da Justiça e passará por audiência de custódia nas próximas 24 horas.

Segundo a Polícia Civil, a operação reforça a integração entre as forças de segurança e evidencia o combate firme à violência sexual no município.

A corporação orienta que possíveis vítimas ou testemunhas colaborem com as investigações por meio de denúncia anônima no site oficial: https://denuncias.pc.sc.gov.br/

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