Comunidade

Justiça de SC confirma condenação de professora aposentada de Pomerode por falas racistas em escola

Caso registrado em setembro de 2021 teve condenação mantida pelo Tribunal de Justiça em agosto de 2025

28 de agosto de 2025

Foto: Envato/Jornal de Pomerode

A 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina decidiu, por unanimidade, manter a condenação de uma mulher acusada de praticar racismo em uma unidade escolar de Pomerode.

O caso aconteceu em setembro de 2021, quando a ré proferiu expressões preconceituosas contra pessoas negras na presença de colegas de trabalho, dentro do ambiente escolar. A acusada atuou como professora até 2023, quando iniciou a aposentadoria.

Na sentença de primeira instância, a acusada foi condenada a 1 ano e 4 meses de reclusão, em regime aberto, pena que foi substituída por duas medidas restritivas de direito: prestação de serviços à comunidade e pagamento de valor equivalente a um salário mínimo.

Defesa pediu absolvição

Na apelação, a defesa sustentou que não havia provas suficientes para a condenação, alegou ausência de dolo e pediu absolvição com base no princípio do in dubio pro reo.

Provas testemunhais

Os desembargadores entenderam que os depoimentos colhidos foram firmes e consistentes, comprovando que as falas de cunho discriminatório ocorreram de forma reiterada e em ambiente público. A versão da defesa não encontrou respaldo nos autos.

Importância do combate ao racismo

O relator destacou que o artigo 20 da Lei nº 7.716/1989 tipifica como crime a prática de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional, e reforçou que o enfrentamento ao racismo deve ser permanente e tratado com o rigor da lei.

Julgamento

A sessão virtual da 4ª Câmara Criminal ocorreu em agosto de 2025 e manteve a decisão da comarca de Pomerode, confirmando a condenação.

Notícias relacionadas