Investigado procurado pela INTERPOL é preso durante operação contra medicamentos ilegais em Itajaí
Operação cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão; um dos investigados utilizava identidade falsa e era procurado internacionalmente
Foto: Agência de Notícias / Secom / Imagem ilustrativa
A Polícia Civil de Santa Catarina iniciou, na manhã desta sexta-feira (31), uma operação para combater a comercialização clandestina de medicamentos destinados ao emagrecimento em Itajaí. A ação foi conduzida pela Delegacia de Combate às Drogas do Departamento de Investigações Criminais (DECOD/DIC) e cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão expedidos pela Justiça.
A investigação teve início após denúncias anônimas que apontavam o armazenamento e a distribuição de medicamentos sem autorização dos órgãos sanitários e sem prescrição médica. Durante as diligências, os policiais reuniram elementos que indicam a existência de uma estrutura organizada para o comércio ilegal desses produtos.
Além da venda clandestina dos medicamentos, a apuração identificou indícios dos crimes de uso de documento falso, ocultação patrimonial e associação criminosa.
No decorrer das investigações, a Polícia Civil também constatou que um dos principais investigados utilizava identidade falsa no Brasil. Segundo as apurações, ele é um cidadão de nacionalidade portuguesa procurado internacionalmente por meio de Difusão Vermelha da INTERPOL, em razão de condenação criminal em seu país de origem pelos crimes de extorsão e ameaça.
Durante o cumprimento dos mandados na residência do investigado, os policiais localizaram uma grande quantidade de medicamentos destinados ao comércio clandestino, além de uma pistola e diversas munições.
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Em outro imóvel ligado ao grupo, ocupado por outro casal investigado, foram apreendidos mais medicamentos de origem irregular, um revólver com numeração suprimida e munições.
Todo o material recolhido foi encaminhado para perícia técnica da Polícia Científica. Os investigados responderão, no âmbito do inquérito policial, pelos crimes apurados durante a investigação, além dos delitos relacionados à posse e ao porte ilegal de arma de fogo e munições.
As investigações continuam para identificar a origem dos medicamentos apreendidos e verificar a possível participação de outras pessoas no esquema.