Educação

Inventando onda

Dedicação, interesse e amor, são três dos motivos que fazem com que uma pessoa se destaque no ambiente de trabalho.

1 de junho de 2015

Dedicação, interesse e amor, são três dos motivos que fazem com que uma pessoa se destaque no ambiente de trabalho. Há dois anos Aristiliano da Silva Soares, conhecido como Ari, trabalha na função de zelador dos Centros de Educação Infantil Municipais. Até que um dia começou a inventar coisas para a escola onde trabalha.
A diretora do C.E.I.M. Rosa Borck, Betina Behling, viu no Ari um aliado das necessidades da escola. Ela conta que frequentemente as professoras precisavam de auxílio na montagem de brinquedos diferentes para os alunos e ao pedirem auxílio para o zelador para montar, descobriram um talento.
A nova alegria das crianças do Rosa Borck é uma cozinha que ele fez para a turma do estágio II. Sob medida e com o cuidado de não ter partes que soltam, para as crianças não se machucarem, a professora contou que os pequenos não queriam sair de perto do brinquedo.
Outras obras também foram feitas através do empenho do Ari. Ele fala com orgulho de uma cabana que imita uma oca dos índios norte-americanos. “A professora pediu que queria uma cabana com quatro madeiras retas. Aí eu pensei porque não fazer com canos de PVC? São mais leves, mais fáceis de amarrar e não vão machucar as crianças…”
Aliás, essa é outra qualidade do Ari. Ele sempre pensa na segurança das crianças e como elas gostariam que fosse determinado brinquedo. A secretária da escola, Andreia Gomes, atribui a essa qualidade, o sucesso daquilo que ele faz para as crianças.
Recentemente, ele construiu um Jeep e um ônibus para a festa de confraternização das C.E.I.s. Conta que as madeiras foram fornecidas pela escola Ruth Koch, mas o resto, como volante, rodas, pneus, cadeiras, “botões”… Tudo ele conseguiu buscando doações com parceiros. “Cada detalhe que eu montava eu pensava em como as crianças gostariam de estar ali. Pensava na fantasia que eles criam ao redor do mundo dos adultos e como eles gostam de conhecer e mexer nas coisas”.
Além da criatividade, Ari tem uma ajuda especial em casa. Ele deixa o filho de cinco anos entreter-se nas invenções ainda inacabadas, e assim observa em quais pontos deve melhorar e quando está bom.
Como o ônibus e o Jeep que ele fez ficaram para a outra escola (Ruth Koch), Ari projeta um novo ônibus para a escola em que ele trabalha. “Aquele ônibus que fiz é imóvel. Agora quero fazer um que ande. Mas ao mesmo tempo quero passar às crianças noções de segurança no trânsito, para que elas cresçam conscientes e também cobrem dos pais mais responsabilidade ao atravessar a rua, ao dirigir… Penso em ter o ônibus, placas, ruas, faixas de pedestre… Tudo para ensinar como conviver no trânsito”.
A diretora completa: “além de ele auxiliar na parte física do projeto ele pensa também no fim didático de cada brinquedo ou objeto que constrói”.

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