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Inteligência Artificial: relatório indica aumento de vídeos fakes com abuso sexual de crianças

Entenda o que é deepfake e o que se sabe sobre o aumento deste crime

22 de julho de 2024

Foto: Reprodução

Um relatório publicado nesta segunda-feira (22), pela Internet Watch Foundation (I), destacou um preocupante aumento na criação de imagens de abuso sexual infantil geradas por Inteligência Artificial.

A tecnologia avançada permite que pedófilos adicionem o rosto ou a imagem de outra pessoa em um vídeo real, de maneira quase perfeita, resultando em deepfake quase realistas.

Deepfake é uma técnica que utiliza inteligência artificial (IA) para modificar vídeos ou fotos. Com essa tecnologia, é possível trocar o rosto de uma pessoa por outro durante uma cena, ou alterar o que a pessoa diz. Aplicativos desenvolvidos com essa finalidade tornam isso viável.

O relatório da organização que monitora a circulação mundial de Material de Abuso Sexual Infantil (CSAM, na sigla em inglês), alerta sobre o aumento na produção de vídeos gerados por IA. Conforme o relatório, à medida que as ferramentas de IA se tornam mais acessíveis e práticas de usar, aumenta o número de produções.

Ainda conforme o relatório da IWF, muitos criminosos da dark web se aproveitam da facilidade de criar qualquer pornografia infantil que desejam, em alta definição.

Em 2023, quando a IWF identificou os primeiros conteúdos gerados por Inteligência Artificial, a qualidade não era realista. Já os vídeos futuros, terão maior qualidade e realismo. Atualmente, os vídeos deepkafe, ou parcialmente manipulados por IA, já estão se tornando cada vez mais realistas, apresentando rostos, às vezes de vítimas reais, e outras vezes de cenas que parecem ter acontecido.

Entre março e abril deste ano, investigadores encontraram nove vídeos deepfake circulando em um fórum da dark web, dedicado ao material de abuso sexual infantil.

O relatório ainda explica que alguns vídeos deepkafe mostram pornografia adulta que é modificada para mostrar o rosto de crianças. Outros vídeos são de abusos reais, com o rosto de outras crianças sobrepostos. Como os vídeos originais envolvem crianças reais, os deepfakes acabam sendo convincentes.

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