Educação

II Seminário Municipal debate comunicação e pilares da inclusão, em Pomerode

Seminário foi realizado por meio de uma live da Prefeitura Municipal

30 de abril de 2026

Foto: Isadora Brehmer / JP

Na noite desta segunda-feira, 27 de abril, foi realizado o II Seminário Municipal de Inclusão em Pomerode, por meio de uma live no canal do YouTube da Prefeitura.

No evento, foram abordados dois temas centrais: “O desenvolvimento da linguagem em crianças típicas e atípicas”, com o palestrante Rodrigo França; e “Educação, Saúde e Família: os pilares da inclusão sob a ótica da legislação”, com Juliana Rubio.

Na primeira parte do evento, com a palestra a respeito da linguagem, foram destacadas as etapas fundamentais para potencializar a comunicação infantil e como a compreensão desses processos pode contribuir para o desenvolvimento linguístico de todas as crianças. França possui experiência em Educação Especial, atua como consultor em desenvolvimento da linguagem e é professor de pós-graduação na Universidade Paulista.

Já na segunda apresentação, a mestre em Educação e neuropsicopedagoga Juliana Rubio conduziu a palestra cuja proposta foi refletir sobre a responsabilidade compartilhada entre essas áreas para garantir que o direito à inclusão seja efetivado no cotidiano. Juliana é especialista em Psicologia na Educação, escritora e gestora escolar, trazendo uma perspectiva prática sobre a inclusão no ambiente escolar e na comunidade.

Após as duas apresentações foi aberto o espaço para perguntas enviadas por meio do chat da live, além de serem apresentados dados da Secretaria de Educação e Formação Empreendedora (SEFE), a respeito da Educação Especial no município. Foi com base nestes dados e em sua análise que foram definidos os temas a serem tratados neste II Seminário Municipal de Inclusão.

“Nós fizemos uma pesquisa na Rede Municipal, nos CEI’s e nas escolas, e verificamos como temos crianças e estudantes, inclusive do Ensino Fundamental, que apresentam dificuldades na sua fala, em níveis diferentes. Então, o primeiro tema que nós trabalhamos nesse II Seminário teve relação à linguagem, o desenvolvimento dela, as fases do desenvolvimento dessa linguagem, e como ela pode ser incentivada e mediada pela família, pelos pais em casa, bem como pelos professores e pelos demais profissionais da educação, nas escolas e nos centros de educação infantil”, afirmou a secretária da pasta, Neuzi Schotten.

Da mesma forma, a segunda temática também foi pensada para abordar um tema que se apresenta em necessidades do dia a dia.

“Nossa intenção é sermos muito práticos na organização dos nossos eventos, ou seja, atender à demanda do dia a dia, para que possamos melhorar cada vez mais. Então, a segunda temática, que foi trabalhada pela Juliana Rubio, diz respeito ao que compete à família, o que compete à educação, e o que compete à saúde, quando falamos de inclusão. E essas competências que ela apresentou sempre foram à luz da legislação, a partir da qual  estabelecemos a política pública de inclusão. Por meio da apresentação da Juliana, ficou bastante clara a responsabilidade da educação na aprendizagem das crianças, da saúde no atendimento terapêutico e clínico desses estudantes, e a responsabilidade da família em fazer a gestão disso tudo, para que a criança tenha garantido o espaço de aprendizagem e também as terapias que vão fortalecê-la e dar condições para que, de fato, ela possa aprender”, frisa Neuzi.

De acordo com os dados da SEFE, em relação ao domínio da linguagem, nos Centros de Educação Infantil são 55 crianças que apresentam alguma questão como ausência da fala (11); fala pouco funcional (11) e dificuldades na comunicação (33).

Já no Ensino Fundamental – crianças do 1º ao 9º ano – são 159 estudantes com alguma questão relacionada à linguagem, sendo ausência da fala (27); fala pouco funcional (10) e dificuldades na comunicação (122).

Além disso, um balanço da SEFE também contabilizou os dados a respeito do público da Educação Especial e atendimento do AEE nas escolas e CEI’s da rede municipal.

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De acordo com os números levantados em abril de 2026, a rede municipal conta com 331 estudantes com laudos (deficiências, atraso global do desenvolvimento, Transtorno do Espectro Autista, altas habilidades e superdotação). Destes, 278 estão nas escolas e 53 nos centros de educação infantil.

Também há 350 estudantes que frequentam o Atendimento Educacional Especializado (AEE), com ou sem laudo, sendo 297 nas escolas e 59 nos CEI’s. Por fim, há 57 casos em investigação, sendo situações recentes, divididos em 51 casos nas escolas e seis nos centros de educação infantil.

“Tivemos um saldo bastante positivo no nosso seminário, com quase 300 pessoas simultâneas assistindo, participando do seminário, mas também, no prazo de duas horas, houve quase 500 visualizações. Portanto, percebemos que, aos poucos,  vamos criando aqui em Pomerode a cultura das pessoas poderem, dentro das suas casas, após um dia de trabalho, acompanhar eventos como esse e ter acesso à informação, porque, afinal de contas, sem informação, não conseguimos fazer inclusão”, finaliza a secretária.

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