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Homem confessa ter matado o indigenista Bruno Pereira e o jornalista Dom Phillips, segundo a Polícia Federal

Restos mortais foram encontrados em um local indicado pelo homem que confessou a autoria e serão levados para perícia, em Brasília

16 de junho de 2022

Foto: Reprodução / TV Globo

Na noite desta quarta-feira, 15 de junho, durante uma entrevista à imprensa, o superintendente da Polícia Federal no Amazonas, Alexandre Fontes, confirmou que uma das pessoas detidas, suspeitas no caso do desaparecimento do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips, confessou tê-los assassinado.

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Amarildo da Costa Oliveira, conhecido como “Pelado”, confessou à Polícia ter matado Bruno e Dom. Segundo uma fonte da Polícia Federal, ao portal G1, o indigenista e o jornalista foram mortos a tiros e tiveram os corpos queimados e enterrados. O irmão dele, Oseney da Costa Oliveira, conhecido como Dos Santos, também teria participado do crime, mas não confessou envolvimento no caso. Ambos estão presos.

Ainda, está sendo investigada a participação de uma terceira pessoa, citada por Amarildo em depoimento e, segundo a Polícia Federal, novas prisões não estão descartadas.

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Também na quarta-feira, 15, Amarildo indicou à Polícia onde estariam enterrados os corpos de Bruno Pereira e Dom Phillips. Remanescentes humanos foram encontrados no local indicado por Amarildo e serão encaminhados para perícia, em Brasília. Se forem confirmadas as identificações, serão entregues às respectivas famílias das vítimas.

As investigações sobre o caso irão continuar, em sigilo, e ainda não é possível afirmar qual foi a motivação do crime, segundo o superintendente da PF. Fontes afirmou, ainda, que Amarildo disse, no depoimento, que matou Bruno e Dom com disparos de arma de fogo, mas apenas a perícia irá confirmar qual foi a causa da morte.

No depoimento de Amarildo, ele deu detalhes de como foi o crime e também indicou onde teria afundado a embarcação usada por Bruno e Dom. A Polícia deve ir ao local nesta quinta-feira, 16, para retirar a embarcação.

Os restos mortais encontrados pela Polícia estavam a cerca de 3,1km de onde foram achados itens pessoas dos dois desaparecidos, como cartão de saúde e notebook.

 

Relembre o caso

O indigenista Bruno Pereira e o jornalista Dom Phillips haviam sido vistos pela última vez no dia 05 de junho, na comunidade de São Rafael, a cerca de duas horas, de lancha, da sede de Atalaia do Norte, próximo à Terra Indígena do Vale do Javari.

As buscas começaram no mesmo dia em que foi anunciado o desaparecimento, por integrantes da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja). Eles acionaram as autoridades quando não tiveram sucesso.
Depois, as buscas tiveram participação do Exército, Marinha, Polícia Federal, Secretaria de Segurança Pública do Amazonas e aproximadamente 100 indígenas voluntários.

A região do Vale do Javari é palco de conflitos relacionados ao tráfico de drogas, roubo de madeira e garimpo ilegal.

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