Polícia

Golpe do falso advogado ocorrido em SC tem desdobramento após vítima perder R$ 110 mil

Polícia Civil cumpriu dois mandados de prisão temporária e três mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo e Ferraz de Vasconcelos

4 de março de 2026

Foto: Divulgação / PCSC

A Polícia Civil de Santa Catarina cumpriu dois mandados de prisão temporária e três mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo e Ferraz de Vasconcelos, relacionados a um caso do “golpe do falso advogado”. A investigação teve início em agosto de 2025, quando um morador de Florianópolis foi vítima de criminosos e sofreu prejuízo de aproximadamente R$ 110 mil.

No curso das investigações, foi possível identificar e classificar dois suspeitos apontados como responsáveis pela fraude, sendo um residente na capital paulista e outro no município de Ferraz de Vasconcelos. Durante o mandado de busca e apreensão, foram encontrados materiais relacionados ao crime: 14 telefones celulares, 28 chips de operadoras, dois notebooks e um tablet.

Em uma das residências, um dos suspeitos tentou esconder cinco aparelhos celulares e diversos chips no quintal do imóvel no momento da chegada das equipes policiais.

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Já em outro endereço, também foram localizados documentos em nome de terceiros, utilizados para a abertura de contas bancárias destinadas à movimentação dos valores obtidos com as fraudes.

Os investigados responderão pelos crimes de fraude eletrônica e associação criminosa, e as investigações prosseguem com o objetivo de identificar outros possíveis integrantes do grupo.

A ação ocorreu por meio da Delegacia de Combate a Estelionatos do Departamento de Investigações Criminais da Capital (DCE/DIC), com o apoio da Polícia Civil de São Paulo, 2ª Delegacia de Capturas do DOPE e Delegacia de Polícia Central de Ferraz de Vasconcelos.

Golpe do falso advogado

Nesse tipo de fraude, criminosos obtêm informações sobre processos judiciais e entram em contato com as vítimas, geralmente por meio do WhatsApp, passando-se pelo advogado responsável pela causa.

Utilizando dados reais para conferir credibilidade à abordagem, informam falsamente que há valores a serem liberados e solicitam o pagamento antecipado de supostas taxas para a liberação do montante, apropriando-se do dinheiro após a transferência.

Fonte: PCSC

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