Meio Ambiente

FOTOS: Filhote de gato-maracajá resgatado em Jaraguá do Sul pode ter sido criado ilegalmente em casa

Animal silvestre ameaçado de extinção estava magro, desidratado e apresentava comportamento incomum para a espécie, levantando suspeita de criação doméstica, prática considerada crime ambiental

18 de junho de 2026

Foto: Fujama / Divulgação

Um filhote de gato-maracajá foi recolhido nesta semana pela equipe de Resgate de Fauna da Fundação Jaraguaense de Meio Ambiente (Fujama), em Jaraguá do Sul, após ter sido inicialmente resgatado pelos Bombeiros Voluntários. O estado em que o animal foi encontrado e seu comportamento chamaram a atenção dos profissionais envolvidos no atendimento.

Bastante magro e com sinais de desidratação, o pequeno felino foi encaminhado para avaliação veterinária. Durante a passagem pela fundação, a equipe observou que o animal, com idade estimada entre quatro e cinco meses, apresentava um comportamento dócil e incomum para um exemplar silvestre da espécie, o que levanta a suspeita de que ele tenha sido criado em cativeiro, como animal doméstico.

Foto: Fujama / Divulgação

Segundo o biólogo Christian Raboch Lempek, muitas pessoas encontram filhotes sozinhos na mata e acreditam, de forma equivocada, que eles foram abandonados pelas mães.

“Ocorre que, muitas vezes, as pessoas encontram o filhote sozinho na mata e acham que foi abandonado pela mãe – que saiu apenas para caçar. Então, acabam recolhendo o filhote. Neste caso, em específico, acreditamos que a pessoa manteve o felino em casa, o que é proibido. Eles possuem necessidades biológicas e de espaço que uma residência não pode suprir”, explica.

Foto: Fujama / Divulgação

A criação de um gato-maracajá em ambiente doméstico configura crime ambiental, já que se trata de uma espécie silvestre nativa e ameaçada de extinção. A captura ou manutenção do animal em cativeiro viola a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/98).

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Além da ilegalidade, a Fujama alerta para os riscos à segurança. Embora o gato-maracajá tenha tamanho semelhante ao de um gato doméstico, ele é um predador silvestre e pode causar acidentes ou ataques.

Foto: Fujama / Divulgação

Atualmente, o filhote está em tratamento em uma clínica veterinária conveniada à Prefeitura. Após a recuperação do quadro clínico, ele será encaminhado para um processo de reabilitação.

O que fazer ao encontrar um animal silvestre

A orientação dos órgãos ambientais é que, ao encontrar um animal silvestre ferido, perdido ou em situação de risco, a população não tente capturá-lo. O procedimento correto é acionar imediatamente um órgão ambiental competente, como a Fujama, para que o resgate seja realizado de forma segura e o animal possa receber os cuidados necessários antes de ser devolvido à natureza.

Foto: Fujama / Divulgação

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