FOTOS E VÍDEO – Manacás: flor decora pátio da Igreja Luterana do Centro e encanta Pomerode
Os manacás são sensíveis à seca e demandam regas frequentes, adubação constante e cuidados semanais
Foto: Isadora Brehmer / JP
O que antes era um pátio simples e arborizado por antigas palmeiras, hoje é um dos cartões-postais mais fotogênicos do centro de Pomerode. A transformação do jardim da Igreja Luterana, conduzida durante a presidência de Almir Bieging na paróquia, se tornou símbolo de beleza, cuidado e envolvimento comunitário — com destaque especial para os exuberantes manacás-da-serra, que hoje florescem em frente ao templo.
A mudança começou entre 2019 e 2020, em um projeto que visava revitalizar o espaço externo da igreja. As palmeiras, algumas com mais de 60 anos, causavam danos à estrutura do templo e atraíam morcegos, o que motivou sua retirada. Em seu lugar, nasceu um novo jardim, projetado com a ajuda do florista Alan Hennings, da floricultura Blumenlager.
“Foi um trabalho em conjunto, um verdadeiro carinho com a casa de Deus”, lembra um dos responsáveis pela transformação. Alan sugeriu o plantio do manacá-da-serra anão, uma espécie híbrida conhecida pela floração abundante e pelas cores que variam do roxo ao branco. A escolha encantou os membros da comunidade — e também os visitantes.
A revitalização incluiu ainda o plantio de ixórias-midi, jasmin gardênia rasteiro, uma oliveira simbólica, além de uma trepadeira sapatinho de judia, sob o novo pergolado. Um pequeno deck foi instalado para fotos, e no centro do pátio, árvores inspiradas na cerejeira japonesa foram posicionadas para garantir floradas em diferentes épocas do ano.
A beleza do jardim virou atração. “Hoje virou ponto turístico. Muita gente vem aqui só pra tirar foto dos manacás. É uma alegria ver isso acontecendo com o espaço da igreja”, afirma um dos membros da paróquia.
Mas manter o jardim exige atenção. Os manacás, por exemplo, são sensíveis à seca e demandam regas frequentes, adubação constante e cuidados semanais. Quando o clima aperta, a solução é contratar um caminhão-pipa para garantir a irrigação.

Foto: Equipe JP
“A gente perdeu alguns exemplares, é natural. Mas replantamos e seguimos cuidando. Esse jardim virou parte da identidade da igreja”, reforça.
A experiência foi tão bem-sucedida que o modelo foi replicado na Comunidade Cristo Redentor, no Ribeirão Herdt— também pertencente à Paróquia Apóstolo João. Lá, os manacás também florescem à entrada do templo, carregando o mesmo espírito de acolhimento e renovação.
A revitalização também marcou uma nova fase para a paróquia, que passou por reconfigurações internas após a aposentadoria do pastor Rolf Roeder. O antigo bosque ao lado da igreja deu lugar a novos espaços, e o prédio pastoral foi adaptado para receber uma escola infantil.

Foto: Equipe JP
De tempos difíceis nasceu um projeto que agora floresce em cor, vida e orgulho. “Demorou para florescer, mas quando os manacás abriram pela primeira vez, foi um espetáculo. Valeu cada esforço.”
Hoje, quem passa pela rua da Igreja Luterana do Centro não consegue ignorar os tons vibrantes dos manacás em flor. Eles seguem ali, ano após ano, como prova viva de que, com cuidado e visão, até o chão mais antigo pode florescer de novo.

Foto: Equipe JP

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