Esporte

Flamengo até morrer

O gerente de Informática de 28 anos, Eduardo Gabriel Fischer, simplesmente “respira” tudo o que está relacionado ao Flamengo.

29 de outubro de 2019

Poucas torcidas no mundo causam tamanho impacto e emoção como a do Clube de Regatas do Flamengo, cujo personagem da série “Fanáticos” desta semana é apaixonado. O gerente de Informática de 28 anos, Eduardo Gabriel Fischer, simplesmente “respira” tudo o que está relacionado ao time carioca e se considera uma pessoa que tem o DNA rubro-negro, desde o berço.

“A maior influência, com certeza, foi meu pai. Ele, como flamenguista, sempre falava do time, assim como, alguns familiares. Quando comecei a entender, realmente, o que era Flamengo, eu achava muito legais as brincadeiras sadias, as apostas e a zoeira com os que torciam para outros times, principalmente, vascaínos”, comenta, aos risos.

A paixão pelo rubro-negro foi crescendo e, junto com ela, a sua coleção de artigos, que guarda, com muito orgulho. “Como sou um torcedor fervoroso do Flamengo, comecei a ganhar vários objetos, de familiares e amigos, nos meus aniversários ou, simplesmente, quando queriam me presentear. Quando eu era mais novo, não podia ver nada diferente do Flamengo, que eu queria comprar. Eu devo ter tudo o que pode se imaginar, tanto que, como tenho bastante coisa, já há o problema de falta de espaço, por isso, não tenho mais comprado muitos artigos, ultimamente. Mesmo assim, tudo o que possuo, guardo com muito carinho e orgulho”, ressalta Fischer.

 

Torcedor tem inúmeros artigos do seu time do coração (Foto: Divulgação)

O tamanho do amor pelo seu time do coração pode ser medido pelas atitudes que o torcedor já teve que tomar para, por exemplo, conseguiu assistir uma partida. “Sempre faço de tudo para conseguir ver os jogos, seja pela TV ou no estádio. Por várias vezes, cheguei a dar desculpas para sair mais cedo da aula, a fim de ver os jogos da noite. Em outra ocasião, eu fiz o trecho da Uniasselvi, em Blumenau, até a minha casa, no centro de Pomerode, em 13 minutos, quando eu tinha meu Gol 1.0 ainda. Com o meu irmão junto. Neste momentos, não pensamos muito, apenas em chegar e não perder nada do jogo. Mas fiquem tranquilos, agora não faço mais isso”, conta, aos risos. Isso sem falar nas “apostas malucas” com seus amigos. “Por exemplo, correr só de cueca na rua, ao redor de casa. Por sorte, todas deram certo para mim”, complementa.

Assim como 10 entre 10 torcedores flamenguistas, Fischer não titubeia quando revela o seu maior ídolo. “Precisa responder? Zico, com certeza, tanto que até meu cachorro se chama Zico. Não tem como um flamenguista não ter o Zico como ídolo. Não sou do tempo dele, mas toda história que ele fez no Flamengo foi incrível. Eu sempre vejo os vídeos das jogadas, gols e cobranças de falta. Era como se colocasse a bola com a mão, onde queria”, relata. No entanto, pessoalmente, o torcedor conheceu outro jogador que também marcou a sua trajetória com a camisa do Mengo. “O Felipe, goleiro daquele 5 a 4 histórico contra o Santos. Ele pegou o pênalti do Elano, com cavadinha, e saiu fazendo embaixadinhas. Foi sensacional. Já vi outros jogadores de perto, porém, o que eu tive mais contato foi o Felipe”, acrescenta.

 

Cachorro do torcedor se chama Zico (Foto: Divulgação)

Com relação à rivalidade, o fanático torcedor não tem papas na língua e aproveita para dar aquela provocada nos adversários. “Aqui em Pomerode, como em todo lugar, o Flamengo não joga só contra um time, mas sim, contra todos, pois existem duas torcidas: a do Flamengo e a dos ‘antis’, mas isso é muito legal, pois sempre é bom mandar todos desligarem os secadores a cada vitória do mais querido”, frisa, mais uma vez, aos risos. “Até temos um grupo chamado ‘Treta Futebol Clube’, com torcedores de vários times. E eles até tentam zoar o Flamengo, mas a cada vitória, não aguentam mais a gente. Eu sempre digo: podem zoar, mas aguentem a gente depois. Uns sempre têm aquela mania de tirar sarro antes da hora, e esses são os que mais gosto de incomodar depois”.

 

E eles até tentam zoar o Flamengo, mas a cada vitória, não aguentam mais a gente. Eu sempre digo: podem zoar, mas aguentem a gente depois. Uns sempre têm aquela mania de tirar sarro antes da hora, e esses são os que mais gosto de incomodar depois.

 

No entanto, o torcedor reforça que tudo deve ser feito da maneira mais leve possível. “Vale dizer que a rivalidade não pode passar disso, brincadeiras sadias, provocações, zoações… O esporte é isso, um dia você ganha, um dia você perde. Aqueles que brigam por aí, são ignorantes e, felizmente, são minoria. E eu não os considero parte de uma torcida, seja de qual time for”.

Por isso, Fischer finaliza com uma frase que simboliza bem o seu sentimento. “Serei Flamengo mesmo que a bola não entre, mesmo que o Maracanã se cale, mesmo que o manto sagrado desbote, mesmo que a vitória esteja longe. Serei Flamengo, seja longa a jornada, seja dura a caminhada, Flamengo no peito e na alma, no grito e nas palmas, serei Flamengo até morrer!”.

 

Uma família unida pela mesma paixão (Foto: Divulgação)

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