Filho de peixe, peixinho é: pai e filho compartilham paixão pelo futebol e pela posição de goleiro em Pomerode
Carlos Germano começou no gol ainda criança e acabou inspirando Lucas, que hoje também defende as traves do Vera Cruz; para os dois, futebol vai muito além das quatro linhas
Foto: Equipe JP
O futebol, muitas vezes, passa de geração em geração. Em Pomerode, a história de Carlos Germano e do filho, Lucas, mostra como uma paixão pode se transformar em um vínculo ainda mais especial entre pai e filho. Os dois compartilham o amor pelo esporte e, principalmente, pela posição de goleiro.
A história de Carlos com as traves começou ainda na infância. Aos cerca de nove anos, enquanto estudava, ele precisou assumir a posição porque a escola não tinha um goleiro. Apesar de inicialmente tentar atuar como lateral-esquerdo, acabou encontrando no gol uma função que o acompanharia pelo resto da vida.
“Eu fui atuar como goleiro. Lá eu tinha uns nove anos de idade. Então dali eu peguei essa função e não larguei nunca mais”, conta.
Com o passar dos anos, Carlos passou a participar de campeonatos e torneios pelo Vera Cruz. O futebol se tornou parte da rotina, especialmente aos finais de semana.
A paixão pelo futebol também chegou ao filho
Quando Lucas nasceu, a presença do menino nos compromissos relacionados ao futebol do pai começou cedo. Carlos e a esposa costumavam levá-lo aos jogos, e o pequeno acompanhava tudo de perto.
Foi em uma dessas ocasiões que a paixão de Lucas pelo esporte começou a ganhar força. Em determinado momento, a mãe não pôde acompanhar Carlos, e pai e filho foram juntos para o jogo.
Segundo Carlos, Lucas ficou encantado com o ambiente. Antes das partidas, os jogadores conversavam, brincavam e interagiam com a torcida. Durante o jogo, porém, a atmosfera mudava e a disputa ficava intensa.
A experiência fez com que Lucas passasse a perguntar constantemente quando seria o próximo jogo. Aos poucos, o menino que acompanhava o pai passou a querer também estar dentro de campo — mais precisamente, debaixo das traves.
Do exemplo do pai para a própria trajetória
Assim como Carlos, Lucas começou a jogar na escola, ao lado dos amigos, participando dos jogos escolares. Por volta dos oito ou nove anos, já experimentava a posição de goleiro.
Mais tarde, encontrou no Vera Cruz o espaço para continuar desenvolvendo a paixão pelo futebol. Aos 16 anos, começou a atuar pelo clube e segue defendendo as traves desde então.
A trajetória também fez com que Lucas construísse relações a partir do caminho percorrido pelo pai. Ele conta que, especialmente no início, muitas pessoas sequer o conheciam pelo nome, mas como “filho do Carlos Germano”.
“Conheço teu pai, manda um abraço para ele”, era uma frase que Lucas ouvia com frequência. Para ele, além da influência esportiva, o pai também foi responsável por proporcionar amizades e experiências que permanecem até hoje.
Mais do que futebol
A relação entre Carlos e Lucas mostra que o esporte pode ser uma ferramenta de aproximação entre pais e filhos. Para Lucas, o incentivo recebido ao longo dos anos fez diferença não apenas para sua trajetória como goleiro, mas também para a relação com o pai.
Hoje, trabalhando em uma escolinha de futebol, ele também consegue observar essa dinâmica pelo outro lado. Para ele, é gratificante ver pais acompanhando os filhos nos treinos e jogos, torcendo, incentivando e demonstrando orgulho.
Por isso, neste Dia dos Pais, Lucas deixa uma mensagem para aqueles que acompanham os filhos no esporte: estar presente pode fazer toda a diferença.
“Pais, independente do esporte que seu filho pratique, apoiem, vão junto, incentivem, deem aquele gás para ele ficar entusiasmado também. Acho que é muito válido os pais irem para incentivar”, destaca.
Para Carlos e Lucas, o futebol acabou se tornando muito mais do que uma modalidade esportiva. Entre defesas, campeonatos, viagens e jogos, construiu-se uma história compartilhada entre duas gerações, dentro e fora das quatro linhas.
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