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Fernando Villavicencio: candidato à presidência do Equador é assassinado. Saiba quem era

O candidato à presidência foi morto com três tiros na cabeça, após sair de uma reunião de comício, em Quito, na quarta-feira, 09 de agosto

10 de agosto de 2023

Foto: José Jácome / EFE

Fernando Villavicencio, de 59 anos, era jornalista investigativo e afiliado ao partido Movimiento Contruye. Ele nasceu em Alausí, na província de Chimborazo, e se declarava defensor das causas sociais, indígenas e dos trabalhadores. Além disso, como jornalista, revelou diversos casos de corrupção do governo do Equador.

Chegou a ser condenado a 18 meses de prisão, em 2014, em virtude de acusações de injúrias, no qual afirmou que o ex-presidente Rafael Correa teria cometido crimes contra a humanidade. Também recebeu asilo político no Peru, e dizia ser perseguido pelo ex-presidente do país.

Em seu exílio, Villavicencio não parou de investigar os casos de corrupção do Equador, como o caso do suposto prejuízo milionário do país com a venda de petróleo para a China e Tailândia, caso também conhecido como “Petrochina”.

Antes de entrar para a vida política, chegou a lançar dez livros, além de ter atuado em portais de notícias no Equador. Era casado com Verónica Sarauz, com quem teve cinco filhos.

Sobre o crime

O candidato foi morto com três tiros na cabeça, por volta das 18h20min, desta quarta-feira, 9 de agosto, após sair de uma reunião de comício em uma escola de Quito.

Além de Fernando, uma candidata à Câmara de Deputados e dois policiais ficaram feridos. Suspeitas de envolvimento no crime, seis pessoas foram detidas e uma morta.

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