Cultura

Experiências que somam para o futuro

Bailarinas de Pomerode, que representaram o município em festival em Portugal, falam sobre a riqueza da experiência e o amor pelo ballet

8 de junho de 2024

Foto: Isadora Brehmer / JP

Uma experiência histórica para cinco bailarinas do Corpo de Baile do Ballet Cultura de Pomerode. Assim pode ser descrita a participação premiada do grupo, acompanhado pela professora Andréa Ianetta Hradec, no Adágio – Encontro Internacional de Dança, realizado em Portugal.

Segundo as próprias bailarinas, participar do Adágio foi uma experiência marcante, pelo fato de ter sido um dos maiores festivais dos quais participaram, em relação à quantidade de grupos e também ao nível técnico apresentado.

As bailarinas de Pomerode participaram de master classes e de uma competição de dança entre vários países, com jurados internacionais como: Barbora Hruskova (Portugal), José Carrenõ (Canadá), Deborah Marquez (EUA), Marie Preubler (Alemanha), Sharon Watson (Inglaterra), Daniel Cardoso (Portugal) e Sylvia Rijmer (Lisboa).

Após as apresentações, as bailarinas conquistaram duas premiações, sendo um 2º lugar, com o conjunto que apresentou “Dance off the Mirlitons” e um 3º lugar, com o duo “Oceano e as Pérolas”.

Ana Maria Aparecida Francisco, uma das bailarinas integrantes do grupo que foi a Portugal, faz parte do Ballet Cultura desde os 11 anos e soma 10 anos de grupo. Ela classificou a chance de ter se apresentado nos palcos de Portugal como incrível, mesmo que já tivesse outras experiências internacionais.

“O melhor foi a experiência que tivemos juntas. Nós estivemos muito unidas desde o início e sabíamos que seria um desafio, pois eram muitos grupos participando. Nos esforçamos e nos unimos para fazer o melhor possível Esta união, o esforço do grupo, foi o tornou possível conquistarmos premiações também neste festival”, afirma a bailarina.

Praticante de Ballet desde os sete anos de idade, Ana Maria declara que a dança é indispensável em sua vida. “Eu sempre sonhei, desde muito pequena, em ser bailarina. Assistia muito aos filmes da Barbie, e os meus favoritos eram os que ela aparecia como bailarina. Tive algumas complicações de saúde e precisava fazer mais exercícios físicos. Por isso, pedi muito aos meus pais para que eu começasse a fazer ballet e, desde então, não parei mais. Com toda certeza, o ballet é a minha vida e eu não me vejo sem dançar, por isso é uma carreira que eu considero fortemente para meu futuro”, frisa Ana Maria.

Foto: Divulgação / Ballet Cultura

 

Outra participante do grupo que representou o Ballet Cultura e Pomerode em Portugal é a bailarina Luanna Frigotto Costa, que faz parte do Ballet Cultura, em Pomerode, há 12 anos, embora já praticasse este estilo de dança em São Paulo, antes de vir para Pomerode.

Para Luanna, o grande desafio da participação no Adágio foi a superação dos próprios limites, principalmente em relação à competição com muitos outros grupos de dança.

“Foram muitos grupos experientes que participaram, por isso foi bem diferente e desafiador participar do Adágio. Mas também houve as aulas, que foram experiências mais tranquilas, porém não menos incríveis. Com certeza, agora, minha memória mais especial relacionada ao Ballet passou a ser o Festival em Portugal, pois foi o maior do qual já participamos”, declara.

A bailarina, destaca, ainda, a importância que o grupo Ballet Cultura e o Corpo de Baile têm em sua vida. “O Ballet, para mim, virou uma segunda família, pois passo mais tempo ensaiando e viajando, do que com minha própria família, às vezes”, afirma.

Bárbara Schumacher, outra representante de Pomerode no Festival Adágio, em Portugal, é um exemplo perfeito da importância da existência do projeto também nas escolas da cidade. Ela começou a dançar com o grupo aos 12 anos, quando fazia parte do projeto na escola, e já soma seis anos de vivências com o Ballet Cultura e faz parte desde 2022 do Corpo de Baile.

“O ballet me traz vários aprendizados, é uma segunda casa onde gosto muito de estar e de poder dançar, além de me proporcionar várias oportunidades, a exemplo do festival do qual participamos em Portugal. Com certeza foi muito especial ganharmos os prêmios, pois realmente não esperávamos, além da linda trajetória para chegarmos a esta conquista, após os vários ensaios”, declara.

A bailarina afirma, também, que as amizades feitas ao longo do caminho, bem como as oportunidades oferecidas por meio do Ballet. “O melhor é a convivência com as pessoas, pois traz novas amizades, além das oportunidades de viagens e de experiências. O ballet é mais um hobby na minha vida, tenho outros planos para o meu futuro, embora queira muito que o ballet continue a fazer parte da minha vida”, pondera a bailarina.

A quarta bailarina que teve a oportunidade de dançar nos palcos portugueses é Brenda Eloá Gustmann, que está há nove anos no Ballet Cultura e há três anos no Corpo de Baile Municipal.

“Foi a minha segunda viagem internacional com o Ballet, e uma experiência muito legal, que nunca iremos esquecer. O que mais gostei foi a chance de poder dançar em Portugal, na Europa, ir para fora do continente foi especial e desafiador também”, conta.

Ela destaca, ainda, que para ter oportunidades como esta, não existe um caminho fácil. As chances de ter vivências inesquecíveis, como o Festival Adágio, exigem um trabalho diário. “No ballet, é preciso ter muita disciplina e é desafiador sempre aprender as coreografias novas e reproduzi-las da melhor forma. Se pudesse dar um conselho às mais novas, que estão começando sua trajetória no ballet, eu diria para nunca desistirem, pois com dedicação e amor alcançarão o seu sonho e os seus objetivos”, enaltece.

Com 11 anos de Ballet Cultura e quatro como integrante do Corpo de Baile Municipal, Júlia Eloísa Volkmann destacou a emoção em sempre ter a chance de estar no palco dançando e de esse amor ter proporcionado uma experiência internacional de peso, como foi o Festival Adágio.

“Foi muito incrível, vivemos várias experiências diferentes. Algumas das melhores partes foram as premiações que conquistamos e as aulas das quais participamos e onde aprendemos muito”, afirma.

Ela complementa, ainda, o que a dança representa na sua caminhada. “O Ballet representa ensinamentos que levarei para minha vida, e espero que a dança sempre faça parte dela. Eu amo muito ser bailarina e acho que o melhor momento, até hoje, relacionado ao Ballet, foi quando fui chamada para o Corpo de Baile, pois foi emocionante e uma realização pessoal”, declara.

O Ballet Cultura de Pomerode também já recebeu o Gold Pass para a final do Dance Open América, classificação obtida através da 3ª Edição do Adágio – Encontro Internacional de Dança em Portugal. O evento acontecerá em Miami, nos Estados Unidos.

O Dance Open América tem início previsto para o dia 08 de maio e o término para o dia 11 do mesmo mês, do ano de 2025.

Notícias relacionadas