Esporte

Esporte e integração social

Apaes de Gaspar, Blumenau, Brusque, Indaial e Pomerode participam dos regionais de handebol

4 de dezembro de 2014

No tablado do ginásio da Apae de Pomerode um jovem dormia em um banco de praça. Enquanto dormia sonhava com o amor impossível e no momento em que ele finalmente teria a moça em seus braços, um guarda bastante mal humorado chega e acorda o jovem a batidas de cassetete. Foi assim que aconteceu a abertura dos jogos regionais de handebol da Apae, na última quinta-feira, 27 de novembro, com a divertida interpretação da canção “Dormi na Praça” dos cantores sertanejos Bruno e Marrone. 

Cerca de 80 alunos das unidades de Gaspar, Blumenau, Brusque, Indaial e Pomerode participaram da edição.

De acordo com a diretora da Apae, Riacarla Wachholz Rauh, esses torneios tem como objetivo proporcionar a integração e o desenvolvimento das habilidades motoras no processo da socialização da pessoa com deficiência, e são essenciais para um bom desenvolvimento biopsicossocial. ” Outro fator de destaque é que a modalidade de handebol é um jogo de extrema importância na atividade motora da pessoa com deficiência no desenvolvimento de tomada de decisão e no exercício do cumprimento de suas regras, bem como na caracterização das noções espaciais do jogo”, justifica a diretora.

E os alunos levam a sério. Jeferson Vinicius Santos Goes, de 16 anos, educando da unidade da Apae de Pomerode, estava confiante. “Gosto muito de jogar handebol e jogo muito bem. Estou mais calmo e aprendendo a dividir”, afirma. Seu colega Mackley Isais V. Korone, de 24 anos, também de Pomerode, considera a atividade prazerosa. “Jogar é muito legal, mas também pratico outros esportes como a corrida e a natação”, conta. 

O esporte também fez a diferença para o educando David da Silva Radiiches, de 23 anos, integrante do time de Blumenau.

“O esporte é legal. Além do handebol, jogo basquete e tênis de mesa, modalidade que fiquei em segundo lugar no Parajasc.

No handebol, fico na posição de ataque. No futebol, sou goleiro”, explica.

Segundo a professora de educação física da Apae de Pomerode, durante as competições os alunos mostram um desempenho positivo do trabalho que vem sendo feito. “Nem todos os alunos podem jogar, pois muitos estão inseridos no mercado de trabalho e acaba não sobrando tempo para treinarem, mas a maioria deles gostam muito. Eles se empenham de verdade”, enaltece a professora. Para o também professor de educação física da Apae de Blumenau e coordenador regional, a integração dos alunos é um dos pontos de maior importância. “Com os torneios os alunos trocam experiências e o esporte entre as Apaes é fortalecido. Os alunos adoram, estão sempre perguntando sobre as datas dos jogos, mal termina uma modalidade e já querem saber da próxima. Todos os anos novos atletas são descobertos”, finaliza o professor. 

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