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Esperança por meio do esporte

No meio dos mais de cinco mil atletas que passaram pelas três cidades, muitas boas histórias foram compartilhadas.

17 de novembro de 2019

Os Jogos Abertos de Santa Catarina de 2019 nos deixou exemplos durante os 10 dias de evento, em Pomerode, Timbó e Indaial. E, no meio dos mais de cinco mil atletas que passaram pelas três cidades, durante a competição, muitas boas histórias foram compartilhadas.

Na modalidade de Voleibol Feminino, uma atleta da equipe de Pinhalzinho mostrou toda sua superação, garra e força de vontade para viver, com o esporte. Débora Cristina Gomes, 25 anos, veio para os Jogos Abertos de Santa Catarina para defender a equipe do Oeste Catarinense, mesmo se tratando de um Câncer de Colo de Útero Neuroendócrino, descoberto há quatro meses. De cabelo raspado, Débora está realizando quimio e radioterapia, e está passando por mais um ciclo de tratamento, durante a semana após os Jogos Abertos.

A jogadora pratica o esporte desde os oito anos de idade e sempre demonstrou um amor forte pelo vôlei. Quando descobriu o Câncer, Débora relata que a notícia causou um impacto muito grande em toda a família, mas que nunca pensou em abandonar o esporte, em virtude da doença.

“Eu não tive muita reação de primeiro momento, foi um impacto grande. Depois, fui tentando absorver as informações e lidando da forma que conseguia, avisando minha família e as pessoas mais próximas a mim. Não cheguei a deixar o esporte de lado, mas precisei pensar nisso, sim, pois de primeiro momento, eu iria realizar uma cirurgia para retirada (histerectomia) e após mais alguns exame, viu-se que não havia necessidade eu passar por uma cirurgia tão grande”, relata.

 

Atleta de Pinhalzinho comoveu a todos, com a sua garra e determinação (Foto: Raphael Carrasco / Jornal de Pomerode)

Débora ressalta que a paixão pelo voleibol foi fundamental para que ela pudesse ter forças na hora de enfrentar o câncer e comenta que, graças ao esporte, está levando uma vida com mais esperança pela cura da doença.

“O meu amor pelo voleibol me motivou a voltar e, pesquisando sobre a doença e tratamento, muitos estudos diziam sobre o quão importante era levar a vida o mais normal possível. Foi me baseando nisso que decidi continuar a academia, jogando vôlei e minhas atividades normais. O esporte, como sempre digo é minha vida, cresci dentro das quadras, minha família toda pratica algum tipo de esporte, sempre que podia, estava nas quadras. A motivação para a prática encontramos nos atletas profissionais e nos atletas que trabalham comigo e convivo, que mesmo diante de uma dificuldade, seja uma simples lesão ou a necessidade de uma cirurgia, vão lá e retornam ao esporte. Tenho alguns exemplos disso que levo sempre comigo”, ressalta a atleta.

E, quando chegou para competir nos Jogos Abertos, muitas pessoas puderam conhecer sua história durante as partidas que foram disputadas em Pomerode, no Ginásio Ralf Knaesel e, também, na Acaen. Após uma entrevista emocionante para a equipe da TVJP, durante uma partida contra a equipe de Jaraguá do Sul, Débora comenta que a torcida pela superação da doença aumentou ainda mais.

 

Débora Gomes, em atuação nos Jasc 2019 (Foto: Raphael Carrasco / Jornal de Pomerode)

“Quanto às mensagens eu venho recebendo muitas, de pessoas próximas e até mesmo daquelas que não me conhecem. E é bom saber que as pessoas, mesmo não te conhecendo, desejam que você tenha uma boa recuperação, pois o tratamento não é uma coisa fácil, e todo carinho é bem-vindo”, comenta.

A equipe de Pinhalzinho chegou às quartas-de-final da modalidade e acabou perdendo para Jaraguá do Sul. Porém, a maior vitória é a força de vontade da atleta, que também é fisioterapeuta. Para finalizar, Débora aproveita para agradecer aos que estão sempre ao seu lado, nessa batalha da vida, que, com certeza, será superada.

“Eu só gostaria deixar um agradecimento especial às pessoas que me apoiam, que sempre estão ao meu lado, meu time que, mesmo durante essa minha dificuldade, acreditou que eu poderia estar em quadra com ele. Já estamos há três anos juntas e cada vez nós fortalecemos mais. À minha família, como já havia citado na entrevista, que, indiferente da dificuldade, sempre permanece junto comigo. E todos os meus amigos que não me deixam só, estão sempre me mandando mensagens e quando podem, estão comigo”, finaliza.

 

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