Esporte

Em entrevista, ex-jogador Sávio fala sobre sua visita a Pomerode

Ao participar de um evento da torcida Fla-Indaial, ele aproveitou para se hospedar e conhecer a cidade mais alemã do Brasil.

24 de julho de 2022

Foto: Bob Gonçalves / Jornal de Pomerode

Ele ganhou notoriedade na década de 1990, no Clube de Regatas do Flamengo. Após ser apelidado de “Anjo Loiro da Gávea”, ganhou status de ídolo e, até hoje, é reverenciado, por onde passa, pelos torcedores rubro-negros.

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Sávio Bortolini Pimentel, ou simplesmente Sávio, também teve passagens marcantes pelo Real Madrid e Seleção Brasileira.

Além de ganhar títulos por aqui, faturou três Champions League e um Mundial Interclubes, pelo time espanhol, e a medalha de bronze, pela Seleção Brasileira, nas Olimpíadas de Atlanta, em 1996. Esta condição o faz ser respeitado por todos os torcedores.

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Sávio esteve com sua família em Pomerode, no último fim de semana, em virtude de ter participado da festa dos 10 anos da Fla-Indaial. Com isso, aproveitou para se hospedar e conhecer a cidade mais alemã do Brasil.

O ex-jogador conversou com a equipe do Jornal de Pomerode, com exclusividade, oportunidade em que contou o quanto tinha vontade de conhecer o município, se teve alguma frustração dentro do futebol e se aceitaria um convite para atuar em alguma equipe local, no futebol amador.

 

Jornal de Pomerode – Como está sendo a sua estadia na cidade mais alemã do Brasil?
Sávio – Está sendo uma satisfação muito grande, é a primeira vez venho a Pomerode, uma cidade que sempre tive vontade de conhecer. Confesso que estou adorando, as tradições, tudo muito bonito e um povo receptivo. E como havia tratado com o pessoal da Fla-Indaial, de estar presente no evento deles, aproveitei pra conhecer Pomerode e descansar, com a minha família. Nesse evento de Indaial, que foi bem bacana e organizado, fui muito bem recebido por todos, muitos rubro-negros reunidos, é como se eu estivesse em casa, realmente.

 

JP – Como é, para você, receber esse carinho da torcida rubro-negra?
S – É importantíssimo para mim. É o que eu falo sempre: o que fica é o reconhecimento de todos os rubro-negros, da torcida. O carinho, a alegria e a receptividade que eu tenho, não só aqui em Pomerode ou Indaial, mas como em todo o Brasil. Inclusive, eu estive recentemente participando de um evento em Boston, nos Estados Unidos, com a Fla-USA, e lá tive contato com vários rubro-negros, então, tudo o que pude fazer é algo reconhecido por toda a “Nação”.

 

JP – Como todos sabemos, o futebol mudou, desde a época em que você atuava. Em boa forma, o Sávio teria espaço em algum time, atualmente?
S – Acho que é uma época totalmente diferente, difícil de comparar. O futebol tem evoluído, para muitos, para pior, já para outros, para melhor. Vivi muitos bons momentos lá atrás, Na minha época, por exemplo, o futebol brasileiro tinha muita qualidade, com vários bons jogadores ficando, inclusive, fora da Seleção, em Copa do Mundo, por exemplo. São épocas diferentes, mas eu acho que se eu tivesse em condições, hoje, conseguiria me adaptar ao momento atual do futebol.

 

Foto: Bob Gonçalves / Jornal de Pomerode

 

JP – Você teve alguma frustração dentro do futebol?
S – Acredito que não. É claro que, quando há a perda de um título importante, por exemplo, você fica, de certa forma, frustrado, porque você queria dar esse presente para a torcida. Nas Olimpíadas, por exemplo, é claro que queríamos a medalha de ouro. Ganhamos o bronze, mas não houve frustração, não. Tudo que eu planejei, eu conquistei, com profissionalismo, acima de tudo.

 

JP – Hoje, se algum time de Pomerode, por exemplo, te convidasse para participar de um campeonato amador, você aceitaria?
S – Não. Eu estou totalmente aposentado do futebol, então, não teria a menor possibilidade disso acontecer. Claro, eu acompanho e amo futebol, tanto que foi este esporte que trouxe os momentos mais especiais da minha vida e da minha carreira. Mas hoje, estou totalmente fora das quatro linhas.

 

JP – Qual a sua dica ou mensagem para a “garotada” que está iniciando seu caminho no futebol?
S – Tem que gostar muito, se dedicar muito, levar o futebol realmente como uma paixão, mas, acima de tudo, com profissionalismo. O futebol profissional não pode ser encarado com amadorismo, então, é preciso querer e se dedicar aos treinamentos, horários, uma boa noite de sono, boa alimentação. Tudo isso faz parte do processo de formação de um atleta, que tem que ser encarado com muita seriedade.

 

JP – Pretende voltar a Pomerode, um dia?
S – Pretendo, sim. Como moro em Florianópolis, fica bem fácil. Toda a expectativa que eu tinha de Pomerode, está se confirmando. Espero voltar mais vezes.

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