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Do comércio à psicultura: Lori Gaulke e a família relatam como é empreender no setor

Antes de atuar na psicultura, Lori trabalhava no comércio e trouxe esta bagagem para o negócio da família

23 de março de 2025

Foto: Isadora Brehmer/ JP

A família de Lori Gaulke atua no ramo da psicultura há mais de 30 anos. No início, a relação com a criação de peixes era mais informal, tendo as lagoas e convidando vizinhos, amigos e conhecidos para estarem na propriedade em aos sábados, quando “abriam a lagoa”. Depois, a família começou a vender os peixes para estabelecimentos de pesque e pague até que, há seis anos, iniciaram o próprio negócio, com a empresa Gaulkes Fisch.

E quem atua diretamente em diversos processos do negócio familiar é Lori Gaulke. Dentro do negócio da família, em dias de abate, sua função é revisar o produto final antes de ele ser destinado às bandejas e à venda, além de ajudar nas embalagens e nas vendas.

“Normalmente, nós realizamos o abate às terças-feiras e no restante da semana eu ajudo na parte administrativa da empresa. Isso vem de encontro à experiência que eu tinha antes de termos a Gaulkes Fisch, porque eu trabalhei por 34 anos no comércio, no centro de Pomerode, e foi somente depois da minha aposentadoria e a do meu marido que começamos o nosso negócio”, relembra Lori.

Segundo ela, no início da trajetória do empreendedorismo no ramo da psicultura, foi necessário buscar conhecimento técnico na área. “Nós sabíamos como lidar com o peixe em casa, para nosso consumo, com cortes que nós consumíamos. Mas trabalhar para oferecer este peixe aos consumidores, é bem diferente. Então tivemos ajuda de uma pessoa, no início, que nos passou muito conhecimento e, desde lá, fomos aprendendo cada vez mais, melhorando gradualmente até chegarmos ao momento atual”, afirma.

Hoje, em dia de abate, a Gaulkes Fisch conta com sete pessoas atuando e no dia a dia, é a família que gerencia a empresa. Atualmente, a empresa tem duas lagoas e produz cerca de 16 a 17 mil quilos de peixe por ano.
Lori revela que, como mulher, foi um desafio no início atuar no meio rural e, mais especificamente, na psicultura.

Mesmo que fosse nascida e criada no interior, tendo contato com a agricultura familiar, foi diferente trabalhar na área, de uma forma profissional, especialmente levando em conta que sua experiência era na área do comércio.

“Foi um desafio grande, pois tínhamos que fazer tudo da melhor forma e havia a preocupação em acertar sempre, em agradar, e em termos tudo sempre certo. A inspeção também ajudou bastante, nos orientou muito, mas sim, foi desafiador”.

Foto: Isadora Brehmer / JP

 

Para Lori, o maior desafio do setor da psicultura é garantir que você está oferecendo um produto de excelência ao cliente, além de se manter competitivo no mercado. “É preciso valorizar o nosso produto, ao mesmo tempo que precisamos estar atentos à concorrência, para sermos sempre competitivos”.

Embora a pandemia tenha sido complicada para muitos empreendedores, segundo Lori, o período trouxe bons resultados à Gaulkes Fisch, já que muitas pessoas optaram por se reinventarem e, estando em casa, voltaram a cozinhar com mais frequência.

“Muita gente passou a nos conhecer naquela época e nos indicaram adiante. Embora tenha sido um desafio também gerenciar nosso negócio inclusive com relação a quem ficava doente, conseguimos crescer, sempre focados em melhorar constantemente e em manter o nosso padrão de qualidade”, pondera a empreendedora.

Lori também comenta que foi por meio do auxílio da engenheira agrônoma da Epagri de Pomerode, que puderam adquirir conhecimento, já que receberam muitas dicas, bem como de um colaborados do setor de inspeção, o qual orientou sobre as melhores formas de filetar o peixe e aproveitá-lo.

“Nós realizamos visitas a três ou quatro pequenos abatedouros, que eram parecidos com o nosso modelo de negócio, para conhecer e adaptar à nossa realidade. Também sempre tentamos apresentar novidades e indicar ao cliente dicas de preparo do peixe. É um trabalho constante de busca por conhecimento e reinvenção diários, mas que nos deixa muito realizados, especialmente a mim”, finaliza.

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