Diretamente do país da Copa do Mundo
Rildo Bezerra, gerente da Funpeel, conta como foi viver em uma das regiões mais ricas do planeta.
Daqui a um ano, exatamente neste período, grande parte da população brasileira estará com seus olhos e o coração voltados para o Catar. Isso porque, entre os dias 21 de novembro e 18 de dezembro, o país peninsular árabe irá receber a Copa do Mundo. A edição de 2022 será realizada no outono, época do ano correspondente no hemisfério norte, em função das altíssimas temperaturas que atingem o Oriente Médio no meio do ano.
Por ser um dos países mais ricos do mundo e com umas das menores cargas tributárias, o Catar tem diversas características, que só agora começam a ser conhecidas pelo mundo ocidental. No entanto, um morador de Pomerode já teve a oportunidade de morar e jogar futebol por lá. Rildo Bezerra, atual gerente de esportes comunitários da Fundação Promotora de Eventos, Esporte e Lazer de Pomerode (Funpeel), atuou no Al-Khor Sport Club, entre os anos de 1997 e 1999.
“Quem me levou para lá foi o ex-treinador do Guarani e Ponte Preta, Aparecido Romano Júnior, o popular Cidinho, que também atuou na Seleção Brasileira Feminina nas Olimpíadas. Como fui para jogar futebol, a maioria do nosso dia era tomada pelos treinos e jogos. Mas nas folgas, íamos fazer alguns passeios no deserto, parques de diversões e zoológico, além de visitar alguns brasileiros que jogavam lá também”, ressalta Bezerra.
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Foto: Arquivo pessoal
Neste contexto, o ex-atleta relata que viver naquele país, com sua família, foi muito tranquilo. “Se trata de um país com muita qualidade de vida. Se já naquela época, isso era bastante evidenciado, hoje, com toda a certeza, deve ser muito melhor. A nossa adaptação foi bem tranquila, apesar dos costumes muito diferente do Brasil. Mas basta saber respeitar a cultura deles, que está tudo certo. Por exemplo, os cinco momentos de orações, ao longo do dia, onde eles param tudo que estão fazendo para rezar. Outra coisa é o forte calor, tanto que a Copa do Mundo será no fim do ano”.
Mesmo com muitas coisas bem diferentes da nossa terra, Bezerra fez muitas amizades em terras árabes, com quem mantém contato até os dias de hoje. “Por exemplo, o Mohamed Almohanadi trabalha como comentarista esportivo em uma TV do Catar e faz parte do comitê organizador da Copa do Mundo. Aliás, eles estão se preparando de uma forma muito forte para o Mundial. As estruturas estão bem avançadas, por isso, acredito que será uma grande Copa do Mundo, com as arenas mais luxuosas da história”.
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Nas horas de folga, Rildo levava com sua família a pontos turísticos do lugar | Foto: Arquivo pessoal
Ao todo, a competição terá oito estádios, espalhados pelas sete cidades escolhidas como sedes da competição. São eles: Estádio Nacional de Lusail (Lusail) – Capacidade: 86.250 espectadores; Estádio Al-Bayt (Al-Khor) – Capacidade: 45.330 espectadores; Estádio Ahmed bin Ali (Al-Rayyan) – Capacidade: 21.282 espectadores; Estádio da Cidade da Educação (Al-Rayyan) – Capacidade: 43.350 espectadores; Estádio Al-Janoub (Al-Wakrah) – Capacidade: 45.120 espectadores; Estádio Internacional Khalifa (Doha) – Capacidade: 50 mil espectadores; Estádio Ras Abu Aboud (Doha) – Capacidade: 44.950 espectadores; Estádio Al Thumama (Doha) – Capacidade: 43.520 espectadores.
Bezerra finaliza dizendo que tudo, naquele País, gira em torno da disciplina e do bom comportamento. “Afinal, eles são conservadores em suas tradições”, finaliza.

Foto: Arquivo pessoal
