Dedicação e amor pelo tênis
Desde que o catarinense Gustavo Kuerten despontou para o mundo, principalmente após o primeiro título em Roland Garros, há 20 anos, iniciou-se, também, uma legião de aficionados por este esporte, até então, um tanto desconhecido no Brasil. Entre eles, está o professor Carlo Wachholz, de 36 anos.
Desde que o catarinense Gustavo Kuerten despontou para o mundo, principalmente após o primeiro título em Roland Garros, há 20 anos, iniciou-se, também, uma legião de aficionados por este esporte, até então, um tanto desconhecido no Brasil. Entre eles, está o professor Carlo Wachholz, de 36 anos, cuja paixão por esta modalidade iniciou naquela época. E os frutos ainda continuam a ser colhidos. Além de ensinar a modalidade a outras pessoas, o pomerodense participa de competições, sempre com destaque.
A última delas foi no fim de semana, nos dias 15 e 16 de julho, durante o Torneio de Tênis Rotary Solidário, realizado no Bela Vista Country Club (Gaspar) e promovido pelo Rotary Club de Blumenau. Participando na categoria A+ (acima de 35 anos), Wachholz terminou na vice-colocação. “Venci duas partidas antes de chegar à decisão, contra o jogador Deola, de Blumenau. Nela, perdi o 1º set, de 6 a 4, venci o 2º, por 6 a 2, e perdi o super tie-break, por 10 a 4. Não houve uma preparação específica para o torneio, mas, como o tempo vem ajudando, pude estar em quadra todos os dias, o que me ajudou a ter um melhor tempo de bola e manter os golpes ‘em dia’”, ressalta.
No entanto, mesmo em um torneio regional, as dificuldades existem. “Fazer uma leitura do seu adversário é difícil. Por exemplo, a tomada de decisão sobre uma jogada, pode dar certo com um adversário, mas, talvez, não funcione tão bem com outro. De qualquer forma, foi uma ótima experiência. Além de mim, também houve a participação de outro pomerodense, o Roger Peterson, na categoria C+, mas que foi desclassificado nas rodadas iniciais”, pondera o tenista.
Em Pomerode, a ATP – Amigos Tenistas de Pomerode, da qual Wachholz é instrutor e um dos fundadores, conta com 40 praticantes, cujas aulas são ministradas na quadra do Colégio Sinodal Dr. Blumenau. “Alguns optam, apenas, por fazer alguma atividade física, outros já preferem treinar. Tanto que, no mês que vem, faremos novamente um torneio interno, dividido em categorias”.
Tamanha paixão pelo tênis vem desde o fim dos anos 1990 e início dos anos 2000, justamente na época em que Gustavo Kuerten se tornou um dos melhores tenistas do planeta. “Comecei com o tênis de campo na época em que eu estudava no Colégio Doutor. Ao cursar Educação Física, comecei a dar aula ali mesmo, em alguns horários, com o professor Carlos Almeida. Com as conquistas de Guga, principalmente em Roland Garros, o esporte brasileiro ganhou mais um ídolo e a modalidade evidenciou-se. Hoje, na TV paga, há campeonatos de tênis passando todas as semanas e, para quem gosta, não é nenhum sacrifício ficar três ou quatro horas assistindo um jogo”, enfatiza o professor.
E quando o assunto é inspiração, Wachholz não titubeia. “Além de Gustavo Kuerten, lógico, tenho como ídolo o Roger Federer. A final de Wimbledon, ocorrida no domingo, mostrou que o suíço ainda possui uma técnica apurada, movimentos finos, parte física, talento natural, disciplina e determinação. Todas essas são qualidades que, sozinhas, constroem um campeão, mas juntas, um ídolo. Um atleta que se preocupa com os outros jogadores, com o esporte e, ainda, com a parte social, o que faz dele um desportista e um ser humano diferenciado”, finaliza.