Esporte

De Pomerode para o Brasil

Ela nasceu aqui e já está na sua oitava Superliga de Vôlei. Ou seja, um típico exemplo de “prata da casa”, que vem se destacando na modalidade que ama. Estamos falando de Vanessa Janke, 26 anos, ponta, que vem atuando, com destaque, no E.C. Pinheiros, de São Paulo.

23 de outubro de 2017

Ela nasceu aqui e já está na sua oitava Superliga de Vôlei. Ou seja, um típico exemplo de “prata da casa”, que vem se destacando na modalidade que ama. Estamos falando de Vanessa Janke, 26 anos, ponta, que vem atuando, com destaque, no E.C. Pinheiros, de São Paulo, considerado o maior clube poliesportivo da América Latina. Tanto que, na terça-feira, dia 17 de outubro, a equipe conquistou sua primeira vitória na competição diante do Genter Vôlei Bauru, por 3 sets a 1, partida em que o Troféu Viva Vôlei (melhor atleta em quadra) ficou com a capitã.

Isso mesmo o que você leu. Além de integrar uma das mais importantes equipes nacionais, a atleta pomerodense é a capitã do time. “É uma baita oportunidade, afinal, não é qualquer uma que chega a ser capitã de uma equipe. Então, eu estou dando o melhor de mim, tentando cumprir essa tarefa da melhor forma possível e fazer jus ao que me foi designado”, ressalta.

O reconhecimento veio na forma dos títulos que conquistou, desde as categorias de base, entre eles, o 2º lugar no Brasileiro de Seleções Infanto (2006 e 2007), Campeã Estadual Infanto por Nova Trento (2009), 3º lugar na Liga Nacional pelo São José (2010), 2º lugar nos Jogos Abertos do Interior de SP pelo São José dos Campos (2011), Campeã Catarinense e dos Jogos Abertos de SC, pelo Rio do Sul, por quatro vezes (2012 a 2015), além do vice-campeonato Paulista pelo Pinheiros, ano passado. “Comecei a jogar em Pomerode quando nova ainda, onde representei-a em várias competições. Joguei em outras cidades também, como Forquilhinha, Nova Trento e Blumenau. E iniciei minha trajetória na Superliga no extinto Pauta/São José, depois por Rio do Sul e, agora, pelo Pinheiros”.

Para Vanessa, esta é a principal competição de vôlei do Brasil e do mundo, por isso, participar de uma Superliga é sempre muito válido, pois há muita visibilidade e, principalmente, crescimento profissional. “A expectativa para esse ano é a melhor possível. O clube montou uma equipe muito forte, com boas peças de reposição. Vamos buscar o lugar mais alto do pódio”, prevê.

E, claro, a atleta não esquece as suas origens. Para ela, a base é fundamental para qualquer esporte, pois é dela que novos talentos são descobertos. “A base de Pomerode é muito forte, pois ali existem pessoas que correm atrás todos os dias para não deixar o projeto morrer. O professor Maneca é um deles. Foi meu professor na base e está até hoje aí, trabalhando e buscando novas atletas. E a minha dica para estas jogadoras que estão começando é não desistir. Se você realmente quer seguir o caminho do esporte, seja ele qual for, não desista. Irão surgir imprevistos, como dores e lesões, morar longe de casa ou perder uma festa porque há uma competição. Mas tudo tem seu valor, sua recompensa no final. Então, corra atrás, insista, persista e não desista jamais”, encerra Vanessa. Palavras de quem buscou e vem alcançando os seus objetivos.

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