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Cuidados com acidentes no verão: como evitar afogamentos e ocorrências com animais peçonhentos

Bombeiros de Pomerode orientam sobre cuidados básicos a serem adotados, a fim de evitar acidentes que podem ser comuns, no verão

10 de fevereiro de 2024

Foto: Envato Elements

No auge do verão, com temperaturas se aproximando dos 40°C em alguns períodos do dia, não há quem não sinta vontade de dar um mergulho na piscina, no mar ou até mesmo tomar um banho de rio.

Mas é também nesta época do ano que os cuidados devem ser redobrados, para evitar que um momento de diversão e relaxamento se transforme em uma tragédia, com um afogamento.

O bombeiro de Pomerode, Lucas Alichandre, enumerou uma série de cuidados a serem adotados para prevenir ocorrências de afogamento. No ano de 2022, em Pomerode, apenas um caso deste tipo foi registrado.

“A primeira dica é relacionada às crianças, que devem ter supervisão dos adultos em 100% do tempo e, de preferência por uma pessoa que saiba como ajudar, caso seja necessário”, afirma.

Além disso, outros cuidados que podem ser adotados são relacionados ao acesso a áreas que podem representar um perigo. Piscinas devem ser cercadas e o acesso a áreas de serviço, portas de banheiros ou quintais deve ser restrito. É prudente, segundo Alichandre, fechar vasos sanitários, caixas d´água, poços, cisternas, máquinas de lavar ou qualquer recipiente com água. Mesmo ao nível baixo, balde, tanque, bacia e banheira devem ser esvaziados.

“Um tipo de acidente de afogamento muito comum é relacionado aos ralos de sucção, que podem prender o cabelo e fazer com que a pessoa fique embaixo d’água por vários minutos. Por isso, é muito importante utilizar ralos anti-sucção em piscinas e ter meios de interrupção do funcionamento da bomba”, orienta.

Em casos de aproveitar em espaços coletivos, como praias, lagos e piscinas abertas ao público, antes de entrar na água é importante verificar se há um Guarda-Vidas presente.

“Entre na água sempre com os pés primeiros e nunca alcoolizado, além de respeitar as sinalizações e avisos, e não entrar na água com bandeira vermelha, caso estiver na praia. Em rios com corredeiras, o ideal é não entrar e, se estiver em uma embarcação, é fundamental usar coletes salva-vidas. Em rios sem corredeira, a água deve estar à altura dos joelhos, no máximo, ou utilizando colete salva-vidas”, explica Alichandre.

Ainda, caso esteja no mar ou em um rio e seja pego por uma corrente, a orientação é tentar ficar calmo, não lutar contra a correnteza, tentar flutuar e acenar por ajuda, imediatamente.

“Se presenciar uma situação de afogamento, não entre na água para ajudar. Ligue para os Bombeiros, no 193, ou chame um Guarda-Vidas, se estiver por perto”, destaca.

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa), 15 brasileiros morrem afogados diariamente, sendo que homens morrem em média 6,8 vezes mais e a maioria dos afogamentos acontecem com pessoas entre 10 e 59 anos de idade.

Em Santa Catarina, segundo os dados do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC), no último verão as vítimas de afogamentos seguidos de morte foram principalmente homens, de em média 28 anos.

Crianças entre 01 e 09 anos se afogam mais por incidentes, como: quedas em piscinas e espelhos de água em casa, já as crianças que sabem nadar, mas se afogam, são por conta de sucção pela bomba em piscina.

Crianças de até nove anos se afogam mais em piscinas e em casa. E a faixa etária mais atingida é de 01 a 04 anos de idade com 47%. A ocorrência durante o lazer na piscina é duas vezes mais frequente.

Corrente de retorno: o maior vilão

Para evitar acidentes, é muito importante entender o que são as correntes de retorno, pois estas são responsáveis por mais de 90% dos afogamentos em água salgada.

Podem ser definidas como um refluxo de água que retorna da costa para o mar, formando um corredor com uma correnteza que pode carregar uma pessoa para longe da praia em poucos segundos.

Reconhecê-las é muito fácil quando a praia é vigiada por guarda-vidas, que demarcam os limites da corrente com duas bandeiras vermelhas na faixa de areia, sinalizando o local perigoso – sendo desaconselhável o banho entre essas bandeiras. Para reconhecer as correntes de retorno em praias não vigiadas, é preciso ficar atento a algumas de suas características: as ondas não quebram nesses locais e a coloração da água costuma se diferenciar do resto da praia, sendo mais escura.

 

Animais peçonhentos: evite acidentes durante o verão

Outra preocupação durante a estação mais quente do ano é quanto aos animais peçonhentos e ao risco maior de aparecimento destes animais em áreas residenciais.

De acordo com o bombeiro de Pomerode Carlos Demuth, no município são mais comuns ocorrências de serpentes encontradas em áreas urbanas, principalmente casas. “Entramos em uma época do ano na qual aumenta o índice de animais peçonhentos, principalmente serpentes, em Pomerode. Em dias mais quentes, elas saem do descanso, em busca de alimento”, explica Demuth.

Para evitar acidentes com estes animais, alguns cuidados básicos podem ser adotados em casa, como por exemplo manter os arredores dela sempre limpos, sem acúmulo de lixo ou de mato. “Também é necessário ter cuidado com calçados e roupas, sempre verificar antes de vestir, sem colocar as mãos dentro do sapato, por exemplo”, orienta.

 

O que fazer ao se deparar com uma serpente?

Caso você se depare com uma serpente dentro da sua casa ou próxima, a primeira orientação é nunca tentar tocar na cobra.

“Mantenha uma distância segura, se afastando lentamente dela, e depois ligue para os bombeiros, no número 193. A partir daí, vamos orientar sobre os próximos passos. Além do contato por ligação, temos o canal de comunicação direta via WhatsApp, ambos do número 3387-1787. Se for possível, a uma distância segura, faça uma foto da serpente, para que possamos identificá-la”, afirma o bombeiro.

Foto: Envato Elements

 

O que fazer em caso de acidente com a serpente?

Segundo Demuth, a primeira coisa a se fazer é tentar ficar calmo e evitar caminhar, pois o exercício corporal aumenta a frequência cardíaca e faz com que o veneno circule mais pelo corpo.

“Se possível, fique deitado e lave o local da picada com água e sabão. Ainda, também caso seja viável e a uma distância segura, faça uma foto da serpente, pois auxilia no processo de aplicação do soro antiofídico, posteriormente no hospital”, acrescenta.

 

O que não fazer

Caso seja picada por uma serpente, a pessoa nunca deve fazer um torniquete, cortar o local da picada ou sugar, para tentar extrair o veneno.

“Isso não funciona e pode agravar o quadro. Também não se deve jogar nenhum tipo de bebida álcool, querosene, gasolina e nem café. Acione os bombeiros ou, se puder, vá ao hospital em busca do atendimento médico”, finaliza.

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