Correndo em contato com a natureza
Muitos são os eventos esportivos que unem o prazer de estar em meio à natureza, com a prática de uma atividade esportiva. Em ambos os casos, os benefícios para o corpo e para a mente são imensuráveis. E não poderia ser diferente neste, numa região de Mata Atlântica.
Muitos são os eventos esportivos que unem o prazer de estar em meio à natureza, com a prática de uma atividade esportiva. Em ambos os casos, os benefícios para o corpo e para a mente são imensuráveis. E não poderia ser diferente neste, numa região com o maior trecho contínuo de Mata Atlântica preservada do Brasil. Estamos falando da Corrida da Graciosa, que chegou à sua 17ª edição em 2018 e foi realizada no dia 20 de outubro, na cidade de Morretes (PR).
A etapa ocorreu na imponente Serra da Graciosa e teve uma novidade para este ano: desafio inédito de 42km. Desde 2015, a Corrida da Graciosa passou a fazer parte do Projeto Amazing Runs, um circuito de corridas em unidades de conservação e lugares incríveis, que tem como principal objetivo conscientizar os participantes sobre a preservação da biodiversidade.
A atleta Giani Maçaneiro Burkhardt esteve presente nas disputas e obteve um excelente resultado. Em uma altimetria de 1.480m, a atleta terminou na quarta colocação geral, com o tempo de 4:14’02”. Ao total, das 55 inscritas, apenas 17 conseguiram terminar a prova no tempo solicitado pela organização, que era de cinco horas.
Giani conversou com o JP Esporte, sobre a sua participação no desafiador evento, descrevendo alguns momentos e a satisfação de completar a prova.
JP ESPORTE – O que te motivou a participar dessa prova?
GIANI MAÇANEIRO BURKHARDT – Primeiramente, pelo visual da prova em meio à Mata Atlântica e pela dificuldade, onde a corrida seguiria entre asfalto e trilha. Iria ser a superação de mais um desafio pessoal, minha segunda maratona. Sempre faço provas de 10km e 21km, mas me identifiquei com as provas de 42km, pois neste tipo de percurso, você precisa estar fisicamente e psicologicamente bem preparado, ter resistência e gostar muito de correr.
JPE – Como foi a sua preparação?
GMB – Como eu corro faz tempo, treinei especificamente para a Maratona, por dois meses apenas. Fiz, a cada semana, aproximadamente 60km de corrida e dois dias de musculação.
JPE – Qual foi o momento mais tenso e o mais prazeroso da corrida?
GMB – O mais tenso foi na subida no quilômetro 32, quando tive que entrar em uma trilha de pedras e a percorrer por quatro quilômetros. E ter forças, ainda, para continuar a subir e descer, por mais seis quilômetros. O mais prazeroso foi na chegada, onde a emoção tomou conta, sabendo que o desafio foi superado. E quando soube da classificação, não acreditei, pois não esperava.
JPE – Qual você considera o ponto fundamental para o seu bom desempenho?
GMB – Alimentação e hidratação, antes, durante e pós-prova. A suplementação antes e durante a prova foi fundamental para eu terminar o percurso, uma vez que perdemos muito líquido e calorias. Se não houver a reposição correta, seu corpo pode não aguentar a fadiga muscular. É muito importante, também, se alimentar e se hidratar bem depois da prova, aliado a um alongamento e massagem, para a recuperação muscular. Eu descanso uma semana depois da corrida para que os músculos fiquem bem relaxados e possa iniciar, novamente, outros treinos.
JPE – Quais as próximas competições que pretende participar?
GMB – Este ano, provavelmente, da Corrida do Bem do Sesi, em Jaraguá do Sul, no dia 02 de dezembro. Um sonho para o próximo ano é fazer alguma maratona fora do país, quem sabe, a Internacional de Santiago, no Chile, ou a de Berlin, na Alemanha. Pretendo, também, fazer a Maratona Internacional de Porto Alegre, em junho, dentre outras de 21km e 10km por aqui.