Copa do Mundo 2030: mudanças no formato e o que esperar do Brasil
As datas FIFA, os amistosos e as eliminatórias funcionarão como laboratório para testar jogadores e consolidar identidades táticas ao longo de todo o ciclo.
Foto: Divulgação
A Copa do Mundo de 2030 ainda está distante, mas já mobiliza discussões que vão muito além da bola rolando. Ao marcar o centenário do torneio — cuja primeira edição foi disputada no Uruguai em 1930 —, a competição carrega um peso simbólico raro e reacende debates sobre seu formato, sua grandiosidade e o papel de cada confederação nesse processo. Para o Brasil, o próximo ciclo chega em meio a um processo de reconstrução delicado e cheio de incertezas.
O que pode mudar no formato da Copa do Mundo de 2030?
A edição de 2030 já está confirmada com 48 seleções e será realizada em seis países de três continentes. Portugal, Espanha e Marrocos serão os principais anfitriões, com três jogos na Argentina, no Uruguai e no Paraguai para comemorar a edição centenária, já que a primeira Copa do Mundo foi disputada em 1930, no Uruguai.
O ponto que ainda gera controvérsia é uma possível ampliação do torneio. Leitores que buscam acompanhar o debate em profundidade encontram cobertura constante em portais especializados como o gazetaesportiva.com, que tem documentado as diferentes posições dentro do futebol mundial sobre o tema.
A possibilidade de um Mundial com 64 seleções
A proposta de expandir o torneio para 64 seleções não é uma decisão aprovada. A ideia partiu de Ignacio Alonso, delegado da Federação Uruguaia, no final de uma reunião com a FIFA, e foi recebida com “silêncio atônito” pelos participantes, segundo o New York Times, tendo Gianni Infantino descrito a sugestão como algo a ser analisado mais de perto.
Mais recentemente, a discussão ganhou caráter formal. A FIFA passou a estudar o impacto de expandir a Copa de 48 para 64 seleções, de acordo com documento obtido pela Reuters, com a intenção de contratar uma agência independente para determinar se e como a mudança afetaria o torneio. A entidade tratou o processo como avaliação de viabilidade, sem prazo definido para uma conclusão.
Nem todos apoiam a ideia. O presidente da UEFA, Aleksander Ceferin, afirmou que seria “uma má ideia” expandir a Copa do Mundo para 64 países na edição de 2030. Do outro lado, o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, defende o formato ampliado como forma de celebrar o centenário e transformar o Mundial em uma grande festa global.
Como será o caminho das seleções até 2030?
Independentemente do formato definido, o percurso até 2030 exigirá anos de preparação. As datas FIFA, os amistosos e as eliminatórias funcionarão como laboratório para testar jogadores e consolidar identidades táticas ao longo de todo o ciclo.
Eliminatórias e calendário internacional
O calendário sul-americano ainda não tem formato oficial. A Conmebol projeta iniciar as Eliminatórias para 2030 no segundo semestre de 2027, e a estrutura definitiva permanece em aberto. Essa indefinição aumenta a importância dos amistosos nos próximos meses como termômetro de desempenho e integração dos elencos.
Como pode ser a renovação da Seleção Brasileira?
O contexto brasileiro é de reconstrução acelerada. Após a participação do Brasil no Mundial de 2026, com a segunda pior campanha da história do país em uma Copa, a torcida já projeta o próximo ciclo com renovado otimismo, iniciado sob o comando de Carlo Ancelotti, com contrato renovado até 2030.
Como termômetro das expectativas — e não como prognóstico —, o portal ge realizou a enquete “VC Convoca”, na qual internautas escolheram os 26 jogadores que gostariam de ver representando o Brasil em 2030. Entre os nomes em destaque aparecem:
- Vini Jr., atacante e principal referência da geração atual
- Endrick, atacante jovem apontado como peça de futuro
- Estêvão, jovem talento de ataque em ascensão
- Rayan, atacante da nova geração
- Bruno Guimarães, meio-campista de vínculo com o elenco recente
- Rodrygo, atacante de perfil versátil
- Wesley, lateral jovem em evidência
- Gabriel Martinelli, atacante das novas opções ofensivas
A dimensão da transição geracional
O dado mais expressivo da enquete reforça a virada geracional em curso. Apenas oito jogadores que disputaram a Copa de 2026 aparecem na lista: Gabriel Magalhães, Danilo Santos, Bruno Guimarães, Endrick, Vini Jr., Rayan, Gabriel Martinelli e Matheus Cunha. As posições de meio-campo e centroavante tendem a concentrar as maiores mudanças, à medida que atacantes jovens ganham espaço e protagonismo no cenário internacional. Vale reforçar que a lista reflete o desejo da torcida em um momento específico, não a convocação oficial da CBF, que caberá exclusivamente à comissão técnica ao longo dos próximos anos.
O desafio central para o Brasil permanece o mesmo, com 48 ou eventualmente 64 seleções em campo: construir um time competitivo ao longo de quatro anos de trabalho consistente. O novo ciclo oferece uma oportunidade real de renovação, desde que as expectativas sejam equilibradas com a incerteza natural de um período tão longo de preparação.