Esporte

Conheça a história de Arthur Henrique Greuel, praticante de karatê, que inspira pela determinação

Aos 12 anos, Arthur mostra que a força de vontade pode ser maior que qualquer obstáculo

13 de julho de 2025

Foto: Divulgação

Em meio aos golpes e movimentos precisos do karatê, o jovem Arthur Henrique Greuel, de apenas 12 anos, se destaca não apenas pelas conquistas nas competições, mas pela trajetória de superação.

Diagnosticado com uma deficiência física desde o nascimento, Arthur encontrou no esporte um caminho de inclusão, desenvolvimento e, principalmente, autoconfiança.

A história começou há cerca de dois anos e meio, quando o professor de Educação Física da escola em que Arthur estuda, Érick, também Sensei de karatê, percebeu o potencial do menino e o incentivou a conhecer a arte marcial.

“Foi graças ao incentivo do professor Érick que ele começou. Eles foram conversando, e o Arthur foi se interessando cada vez mais. Hoje, o karatê faz parte da vida dele”, conta a mãe, Márcia Gaedtke Greuel.

No início, no entanto, o processo de adaptação foi desafiador. “Era difícil para ele se sentir parte da turma, os treinos eram pesados e existia também a questão da comparação. Ele se comparava com os outros alunos. Sempre reforçamos para que ele olhasse para a própria evolução, e não para o que os outros estavam fazendo”, relata o pai, Diether Werner Greuel.

“Hoje em dia eu estou muito mais confiante. Minha mente se adaptou, meu corpo também. No começo foi difícil me adaptar com as pessoas, eu não me sentia tão parte da turma do karatê. Mas agora eu estou me desenvolvendo, pra conquistar as medalhas, mudar de faixa. Precisa de muito esforço, disciplina e vontade. O principal é a vontade. Se não tiver vontade, não tem resto.”, reflete Arthur.

E a dedicação tem dado frutos. Arthur treina duas vezes por semana, em sessões de uma hora, e neste ano começou a participar de competições na categoria PCD (Pessoa com Deficiência). Foram dois momentos marcantes para ele: a primeira medalha, de bronze, no campeonato interno da escola, e mais recentemente, a conquista do ouro em um torneio realizado em Joinville.

“Eu nunca tinha sentido a alegria de ganhar uma medalha. Quando ganhei o bronze, fiquei muito feliz. Mas a medalha de ouro em Joinville foi diferente. Era minha primeira competição fora. Tô muito feliz com minha trajetória, com meu desenvolvimento. A gente vê isso nas aulas, quando coloca em prática e também recebe ajuda”, conta o pequeno atleta.

A evolução de Arthur não é apenas física. Seus pais destacam os inúmeros benefícios que o esporte trouxe à vida do filho. “Ele passou a se sentir mais incluído, o que é fundamental. Por ser PCD, ele enfrenta limitações que às vezes o frustram. Mas o karatê trouxe força, equilíbrio, confiança, autoestima e, além disso, amizades que ele cultiva com muito carinho”, afirma Márcia.

A família se emociona ao ver o menino realizando seus sonhos. “Ele sempre perguntava se algum dia poderia participar de um esporte. Ver ele hoje, tão feliz, nos enche de orgulho e gratidão. Arthur é um menino dedicado, e cada passo que ele dá é uma vitória para todos nós”, completa Diether.
Ao final, Márcia compartilha uma mensagem comovente, que resume o amor e a fé que acompanham a caminhada do filho:

“Diagnóstico não é destino. Nunca desistimos do nosso filho. Tudo que vivemos com ele nos tornou pessoas melhores, mais atentas a quem precisa de apoio. Agradecemos a Deus todos os dias por ele. Minhas orações na UTI sempre foram: ‘Senhor, deixe nosso filho conosco. Amamos ele, independente de qualquer sequela’. Não pedimos uma criança perfeita, queríamos ele do jeitinho que tivesse que ser. Arthur é o nosso melhor presente.”

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