Esporte

Competições estaduais poderão voltar em outubro

Entidade está se organizando para realizar cinco grandes eventos, ainda em 2020.

18 de julho de 2020

Desde que a pandemia do novo coronavírus chegou ao estado de Santa Catarina, uma série de medidas restritivas foi imposta pelo Governo, como forma de frear a disseminação da doença entre a população. E uma destas medidas foi a proibição de eventos esportivos, que provocassem aglomerações, gerenciados pela Fesporte.

Por essa situação, o Jornal de Pomerode conversou com o presidente da entidade, Rui Godinho, sobre as perspectivas da volta das atividades, bem como das competições, tanto em nível escolar, quanto no rendimento. Segundo Godinho, todos foram pegos de surpresa pela pandemia, por isso, as ações a serem tomadas impactarão não somente o presente, como também, o futuro. “Hoje, temos uma pandemia de Covid-19. Minha pergunta é: quando teremos uma nova pandemia? Será que esse será o nosso novo normal? Por isso, temos que, desde já, repensar os nossos jogos, uma nova forma de realizá-los. Mas, principalmente, visar o bem-estar da população. É difícil estar à frente da gestão e ter que tomar decisões, mas as pessoas não podem ser acometidas pela doença, por falta de atividades físicas. Na minha opinião, deveria haver um isolamento social, sim, mas somente para as pessoas que necessitam estar afastadas. Neste contexto, o esporte está sendo prejudicado demais”.

 

Fizemos o levantamento da infraestrutura esportiva que Santa Catarina possui, para que possamos apresentar à população e autoridades. Isso faz com que as cidades possam se adequar, em cima da realidade e não do ‘achismo’, nem da politicagem.

 

Ainda segundo o presidente, desde o dia 18 de março, quando o primeiro Decreto foi assinado pelo governador, a Fesporte buscou estudar os impactos do isolamento social e referências do desenvolvimento da pandemia, no cotidiano das pessoas. “Neste contexto, víamos que algumas cidades, depois de 90 dias, já estavam voltando à sua normalidade. Diante disso, elaboramos algumas possibilidades de calendários: um iniciando agora, a partir de julho; outra em agosto, outra em setembro e, a última, no mês de outubro. Além disso, fizemos o levantamento da infraestrutura esportiva que Santa Catarina possui, para que possamos apresentar à população e autoridades. Isso faz com que as cidades possam se adequar, em cima da realidade e não do ‘achismo’, nem da politicagem”, destaca Godinho.

 

Retorno

As atividades, aos poucos, irão retornar em nosso Estado, por isso, a Fesporte já tem estipulada uma data para a volta das competições. “Grande parte das disputas são escolares, por isso, elas também são prejudicadas pelo não retorno das aulas em Santa Catarina. E como já passamos da metade do ano, não teríamos mais condições de fazer todas as suas etapas. Então, encaminhamos ao Conselho de Esporte, a possibilidade de disputa dos Jogos Abertos de Santa Catarina, Olesc, Joguinhos, além da intenção de realizarmos o Moleque Bom de Bola e a Noite de Gala do Dança Catarina. Possivelmente, vamos abrir as inscrições a partir do mês de agosto, para a realização das fases microrregionais e regionais em setembro e, a partir de outubro, as etapas estaduais”, frisa. “Planejamos fazer as três competições, dividindo-as por modalidades, o que vai estendê-las até dezembro”, acrescenta.

Godinho acrescenta que, devido às previsões, que mostram que a pandemia pode demorar a enfraquecer, outubro foi o mês escolhido para o início das fases estaduais. “Temos que ser cuidadosos, para que não sejamos displicentes com as pessoas que não tiveram os devidos cuidados. Queremos, sim, que o esporte catarinense continue, queremos manter todos em atividade e vamos lutar para fazer esses eventos, nem que tenhamos que comprar testes para os atletas. A ideia é realizá-los em locais que consigamos controlar a questão do alojamento, alimentação e deslocamento, para que não tenha dispersão de pessoas, e que as competições durem o menor tempo possível. Só não conseguiremos se, realmente, o Governo de Santa Catarina não liberar”, enfatiza o presidente da Fesporte.

 

Estamos mudando todo o formato da Fesporte e, esse ano, infelizmente, os Jogos Abertos serão sem público. Por isso, alguns deputados já solicitaram que a competição, no próximo ano, possa ser, novamente, disputada na cidade.

 

Dentro deste contexto, os Jasc estão mantidos, embora o governo não possa fazer repasses financeiros por conta da pandemia. “Estamos mudando todo o formato da Fesporte e, esse ano, infelizmente, os Jogos Abertos serão sem público. Por isso, alguns deputados já solicitaram que a competição, no próximo ano, possa ser, novamente, disputada na cidade. Por conta desse cenário, também iremos viabilizar as transmissões ao vivo para o público e tentar ajustar o horário dos jogos a períodos em que todos possam acompanhar esses eventos. Nosso objetivo é trazer as pessoas para mais perto do esporte e manter essa chama acesa”, conclui.

 

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