Colégio Fátima, de Pomerode, recebe intercambista japonesa
Hanaka Saotome frequenta a turma do 2º ano do Ensino Médio
Foto: Isadora Brehmer / JP
Aos 16 anos, Hanaka Saotome ( 五月女 華架 – em japonês) deixou o distrito de Hokkaido, no Japão, para viver sua primeira experiência internacional no Brasil. A estudante chegou a Pomerode para um intercâmbio com o Comitê Vale Europeu e o Colégio Fátima, e desde então, vem descobrindo novas culturas, sabores e amizades que estão marcando sua trajetória.
Segundo Hanaka, o destino brasileiro surgiu por influência do irmão, que já havia visitado o país. “Primeiramente, eu quis ir para os Estados Unidos, mas não pude. Então meu irmão me recomendou o Brasil, porque já tinha vindo para cá. Ele fez muitos amigos brasileiros e disse que o Brasil é muito divertido e as pessoas aqui são muito gentis”, contou a intercambista.
Recebida por uma família hospedeira, a jovem relata que, apesar do nervosismo inicial para conhecer colegas e se adaptar, a recepção calorosa a deixou à vontade. Hoje, além da rotina escolar, ela também participa de aulas de ballet em Blumenau, no Master Ballet, cultivando um hobby que já fazia parte de sua vida no Japão. “Meus amigos são muito gentis, divertidos e sempre me ajudam no que preciso, me ensinando português. Estou me divertindo muito”, afirma.
As diferenças culturais também despertam a curiosidade de Hanaka. Ela conta que a primeira palavra que aprendeu em português foi “gostoso” e que a culinária brasileira chama sua atenção pela variedade.
“A comida no Brasil é muito diferente da comida do Japão, mesmo a que chamam de japonesa. Experimentei sushi e é muito diferente. Também provei a pizza daqui, com chocolate e morango, por exemplo, e gostei muito”, relata. Em relação ao esporte, ela observa que, enquanto no Japão o beisebol é o mais popular, no Brasil, o futebol é paixão nacional.
Colegas de turma também destacam a importância da convivência com a estudante japonesa. “A experiência é muito boa. Como ela é japonesa, podemos ter uma troca muito legal em termos de cultura, como o idioma. Além disso, aprendemos valores da forma como ela vivia lá, e isso enriquece nossa visão”, afirma Fernando de Andrade.

Hanaka (a segunda da esquerda para a direita), com os colegas Isabela, Adriana e Fernando. (Foto: Isadora Brehmer / JP)
Já Isabela Oestreich relembra a adaptação inicial: “No primeiro dia ficamos um pouco sem saber o que dizer, o que perguntar, mas aos poucos estamos conhecendo-a muito bem, praticando o idioma e aprendendo coisas novas”.
Para Adriana Merlo, a convivência traz descobertas únicas: “Descobrimos muitas coisas sobre a cultura dela, o que é muito interessante. Também é curioso como aprendemos a ensinar português para ela, algo em que normalmente não pensamos”.
Para Hanaka, o intercâmbio é mais que uma viagem: é uma oportunidade de transformação. “No Japão eu fazia as mesmas coisas, ia para a escola, saía com amigos. Aqui eu quero abrir minha mente, ver um mundo diferente, coisas diferentes. No Brasil é tudo muito distinto, será uma experiência marcante para minha vida”, conclui.
Sobre o nome da intercambista
五月女 (Saotome): Este é o sobrenome, que significa “mulher de maio” ou “donzela de maio”.
華架 (Hanaka): Este é o nome próprio, que pode ter significados como “flor” (華) e “estrutura/armação” (架), ou ser interpretado como “flor que floresce”.
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